Boqueirão vai ficar quase cinco meses sem receber águas da transposição, diz Dnocs

Nesta terça-feira (12), o açude de Boqueirão está com 141,5 milhões de metros cúbicos de água, de acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa).

13 de junho de 2018   

Açude Boqueirão (Foto: Antônio Ronaldo, do Jornal Correio da Paraíba)

Sem receber águas através da transposição do Rio São Francisco desde o dia 4 de abril deste ano, o açude Epitácio Pessoa, conhecido como açude de Boqueirão, pode ficar ao todo até quase cinco meses sem recargas por meio da obra. O bombeamento foi suspenso por causa de duas obras necessárias nas barragens de Monteiro e Camalaú, no Cariri paraibano. A previsão e que essas obras sejam concluídas até o fim de agosto.

Apesar da paralisação no bombeamento das águas do Rio São Francisco, o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (nocs) da Paraíba, garantiu que Boqueirão terá água mais que suficiente para abastecer a população nesse período.

“Quando a gente fez o estudo já havia um segurança hídrica para isso. Mesmo com a parada do bombeamento, Boqueirão continuou recebendo recargas naturais. Hoje temos cerca de 150% do que a gente precisa”, explica o coordenador do Dnocs, Alberto Batista.

Alberto Basista explicou que no açude de Poções, em Monteiro, a obra é de construção tubulação e válvulas de controle. Já no açude de Camalaú a obra é de construção de uma galeria de concreto e instalação de válvulas de controle. “Por esse motivo, o bombeamento foi suspenso desde 4 de abril, pois era preciso esperar o nível da água baixar”, disse,

Nesta terça-feira (12), o açude de Boqueirão está com 141,5 milhões de metros cúbicos de água, de acordo com os dados da Agência Executiva de Gestão das Águas da Paraíba (Aesa). O volume corresponde a 34,37% da capacidade total que é de 411,686 milhões de m².

Também por causa da paralisação no bombeamento das águas do Rio São Francisco para a Paraíba, o Dnocs confirmou que a vazão que é liberada do açude de Boqueirão para o Rio Paraíba e a barragem de Acauã, também foi reduzida. Quando as comportas foram abertas a vazão era de 0,8 m² por segundo e baixou para 0,4m², após nova resolução divulgada pela Agência Nacional das Águas (ANA).

Com G1