
O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) disse que se recusa a ficar batendo boca com o governador Ricardo Coutinho (PSB), que tem feito muitas críticas ao tucano nas cidades onde tem percorrido com o pré-candidato ao Governo do Estado, João Azevêdo. O parlamentar e candidato à reeleição, acredita que o confronto não interessa ao eleitor e também que só poderia ser feito se o socialista tivesse deixado o governo e se candidatado ao Senado.
“Se o governador quisesse fazer enfrentamento teria deixado o governo. Não vou ficar batendo boca com Ricardo, que é o que ele deseja. O estilo dele é a briga, o confronto, a arenga, até porque ele não é candidato e isso não interessa ao povo. Bate-boca não vai resolver o problema da saúde e da segurança pública”, exemplificou Cássio durante entrevista ao programa Correio Debate, da 98 FM, em João Pessoa.
Dissidências. As dissidências presentes na eleição, e que acabam levando aliados a se transformarem em adversários, são consideradas normais pelo senador. Cássio ressaltou que esse é um fato que acontece em todas as coligações em todos os pleitos.
“Em toda eleição não há como garantir unidade completa. Claro que no meu partido, o PSDB, há uma posição coesão com relação a candidatura de Lucélio. Mas tem prefeitos do PSB que votam comigo, por exemplo. É natural numa composição heterogênea situações em que você não tenha o apoio de todos. Se faz esse cavalo de batalha para se fazer a velha intriga, isso não passa de intriga para criar esse ambiente de instabilidade”, enfatizou.
Maysa não é confirmada na suplência
Com uma vaga ainda aberta para a suplência do Senado, já que a outra está preenchida por Deca do Atacadão, Cássio não confirmou a presença de Maysa Cartaxo na chapa. O tucano informou que muitos partidos estão em busca de preencher essa suplência e que está conversando com todos para tomar a decisão.
“Não tem nenhuma definição, mas seria uma honra ter essa participação. Isso não se define sobre o caráter pessoal. Já tenho um suplente que é Deca, outros partidos querem esse espaço. O próprio PSD quer essa vaga e Kassab já manifestou esse desejo de fazer parte através da suplência. Ela (Maysa) se coloca como opção sim e é sem dúvida uma mulher extraordinária, íntegra, qualificada, politizada, que engrandece e traz contribuição importante para a política paraibana”, acrescentou.










