Na manhã desta sexta-feira (5), a situação envolvendo os estudantes da Escola Municipal de Ensino Fundamental Maria da Guia Sales, em Pocinhos, na Paraíba, recebeu novas informações das autoridades de saúde. Entre os dias 3 e 5 de setembro, adolescentes com idades entre 12 e 14 anos, que haviam sido atendidos no Hospital Regional de Pocinhos, apresentaram sinais de instabilidade emocional após os episódios de desmaios e agitação vivenciados na escola. A nota da Secretaria de Estado da Saúde indica que os casos foram atendidos de maneira emergencial e que os adolescentes estão sob monitoramento contínuo.
De acordo com as informações, sete adolescentes foram encaminhados ao hospital na quarta-feira (3), enquanto outros dois foram atendidos no dia seguinte, 4 de setembro. Já nesta sexta-feira (5), mais quatro jovens chegaram ao hospital acompanhados pelos responsáveis. Apesar da gravidade dos sintomas iniciais, como desmaios, gritos e descontrole, todos os pacientes passaram pelos atendimentos de emergência e continuam estáveis, sendo acompanhados por uma equipe multidisciplinar.
A situação gerou grande repercussão em Pocinhos, com a comunidade local ainda buscando respostas sobre os motivos desse episódio, que gerou uma sensação de insegurança.
Em meio a essas atualizações, a Secretária de Educação de Pocinhos, Afonso Henrique Patrício Alves, reafirmou o compromisso de manter a normalidade nas atividades escolares. A situação, no entanto, suscitou debates em torno de como as escolas estão lidando com questões emocionais e psicológicas de seus alunos, especialmente no pós-pandemia.
Vale ressaltar que episódios semelhantes ocorreram em outras escolas do país, como o caso registrado em Recife, que levantou hipóteses sobre a relação entre a crise de ansiedade coletiva e os impactos emocionais da pandemia de Covid-19.
Enquanto as investigações continuam, a comunidade escolar de Pocinhos aguarda mais esclarecimentos, e a Secretaria de Educação reitera que todos os esforços estão sendo feitos para entender o que causou a agitação dos estudantes e prevenir novos incidentes.
Por Redação










