João Pessoa entra no Top-3 nacional de valorização imobiliária com +9,2% em 2025

João Pessoa vive um momento histórico no mercado imobiliário.

Publicado: 06/10/2025



No acumulado de 2025 (até junho), a capital paraibana figura entre as três capitais que mais valorizaram no país, com alta de 9,2% nos preços residenciais, um desempenho que chama a atenção de compradores, investidores e, claro, de quem planeja venda de casas em bairros estratégicos da cidade.

O dado é oficial e ajuda a explicar o aquecimento recente que vemos nos lançamentos, na procura por imóveis e no avanço de obras pela capital.

Mais do que um “rali” de preços de curto prazo, o movimento está inserido em uma tendência nacional de recomposição do poder de compra e de retomada da atividade setorial, com dados mostrando que o índice nacional subiu 3,33% no primeiro semestre.

João Pessoa, porém, cresceu quase três vezes isso, atrás apenas de Vitória e Salvador no ranking das capitais.

Continue por aqui para entender mais sobre o assunto!

O que explica a alta de 9,2%

1. Demanda real (turismo, serviços e migração por qualidade de vida): o fluxo aéreo e a atividade turística vêm crescendo acima da média regional. Em março de 2025, por exemplo, os embarques no Aeroporto Castro Pinto avançaram +23,7% ante março de 2024, sinalizando maior circulação de pessoas e negócios. Esse aquecimento de turismo e serviços costuma irrigar locação de curta e média temporada e, na sequência, a compra para renda e moradia.

2. Geração de empregos e renda: a Paraíba abriu saldo positivo de empregos formais no ano, com destaque para construção, serviços e comércio, bases que sustentam poder de compra, crédito e confiança do consumidor, fatores decisivos para formação de preço no mercado residencial.
3. Oferta avançando, mas ainda apertada em segmentos desejados: o Nordeste ampliou lançamentos em quatro anos (+88%), mas a velocidade de venda na região também subiu (+56%), o que indica que novos produtos encontram absorção rápida, especialmente nas capitais litorâneas com vocação turística e boa infraestrutura urbana, caso de João Pessoa. Quando a demanda “corre” mais do que a entrega efetiva em nichos valorizados, o preço sobe.
Onde João Pessoa está no ranking nacional

O Índice FipeZAP de Venda Residencial, referência para acompanhar os preços anunciados em 56 cidades (22 capitais), coloca João Pessoa em 3º lugar no acumulado de 2025 até junho, com +9,20%.

À frente, apenas Vitória (ES: +11,88%) e Salvador (BA: +9,86%). Além de situar a capital paraibana no pódio, o relatório reforça que o desempenho local superou com folga tanto a inflação do período quanto a média nacional do índice.

Para o investidor, o recado é claro: João Pessoa consolidou-se como um dos mercados mais “quentes” do ano, combinando valorização expressiva com fundamentos macro (emprego, turismo e serviços) e micro (oferta versus demanda) que sustentam preços no médio prazo.

Como essa valorização impacta quem compra

Ticket e financiamento: com a valorização mais acelerada que a média do país, a tendência é de tickets de entrada mais altos e maior pressão por prazos mais longos no financiamento. Como contrapartida, a recuperação do emprego favorece a aprovação de crédito e reduz risco de inadimplência.
Escolha do produto: unidades com diferenciais “escassos” (vista para o mar, áreas de lazer completas, plantas flexíveis) tendem a precificar mais rápido. Em mercados assim, compras de oportunidade surgem em estágios iniciais de obra e em estoques de incorporadoras com necessidade de giro. (Análise própria a partir do comportamento de demanda e absorção citado acima.)
Renda com locação: em cidades turísticas, a conta da compra para renda fica mais atrativa quando a ocupação é alta e diária estável. O panorama recente do fluxo aéreo sugere boa demanda para curta e média temporada, o que sustenta a tese de compra para aluguel e ajuda a compor retorno total (yield + valorização).
E para quem vai vender (proprietários e corretores)

No curto prazo, mercados em alta favorecem a captação e a venda consultiva, especialmente se o imóvel está dentro dos “desejos” atuais do comprador (conforto, lazer, proximidade de serviços e, quando possível, vista para o mar). O pódio nacional confere sinal de confiança que pode e deve ser explorado em propostas e apresentações de valor. Utilize em seu material comercial os dados oficiais do índice para ancorar expectativa de preço, evitando tanto subprecificação (deixar dinheiro na mesa) quanto superprecificação (aumentar vacância e custo de carregamento).

O que observar de agora em diante

Relatórios mensais da Fipe: acompanhe a atualização do ranking e as curvas de 12 meses. Em 2025, o índice nacional já superou a inflação no semestre; se João Pessoa mantiver a “tração”, o ano pode fechar com ganho real relevante.
Indicadores de turismo e de aeroporto (AENA/PBTur):robustez do fluxo é proxy de demanda por locação e compra para renda. Sinais de continuidade no crescimento de passageiros reforçam a tese de sustentação de preços.
Atividade de lançamentos no Nordeste: mais lançamentos podem aliviar pressões de preço em alguns segmentos; porém, quando a demanda absorve bem, o impacto no preço é limitado. Monitorar CBIC e relatórios regionais ajuda a ajustar timing e precificação.
Conclusão

Com +9,2% no acumulado de 2025 até junho e um Top-3nacional garantido, João Pessoa vive um ciclo de valorização respaldado por fundamentos: turismo e serviços em expansão, emprego formal em alta e oferta que ainda não diluiu os prêmios de localização e produto.

Para quem busca oportunidade de venda de casas ou decisão de compra bem informada, o momento pede estratégia baseada em dados, leitura fina de bairro e tese clara (moradia, renda ou ambas).

Se os vetores se mantiverem no segundo semestre, a capital tende a encerrar 2025 como um dos cases de valorização do mercado brasileiro, com espaço para bons negócios, desde que a negociação seja feita com método e informação de qualidade.

 

Assessoria de Comunicação 



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