Escola de quase R$ 3 milhões vai ser demolida sem nunca ter sido usada no Sertão da Paraíba

Escola em Texeira, no Sertão, começou a ser construída em 2014, e até o momento não foi utilizada e tem risco de desabamento.

Publicado: 10/12/2025

Foto: Reprodução/TV Cabo Branco



Uma escola municipal da cidade de Teixeira, no Sertão da Paraíba, que custou quase R$ 3 milhões vai ser demolida sem nunca ter sido usada pelos alunos na cidade. A obra, que começou em 2014, não foi terminada e, de acordo com relatório do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), há risco de desabamento por conta de uma série de irregularidades.

A escola que fica próxima ao perímetro urbano de Teixeira começou a ser construída em 2014 e, segundo dados do Tribunal de Contas da União (TCU) e conta com uma estrutura projetada para 12 salas em uma área de 3 mil metros quadrados. Atualmente, está tomada pelo mato e pela deterioração.

No espaço da escola existe pátio, bancos e salas comprometidas por infiltrações e falhas estruturais. A situação é considera grave por laudos técnicos do Ministério da Educação, que condenaram toda a construção após uma tentativa de retomada após a inutilidade.

“Infelizmente, corre o risco de desabar”, afirmou o secretário de Finanças do município, Renato Marques.

Segundo o secretário, a perícia do FNDE identificou um “vício construtivo de engenharia”. Um laudo técnico, emitido em 2021, apontou fundações e pilares com dimensões e ferragens incorretas, ausência de vigas e passarelas previstas no projeto, a construção em local diferente do planejado e falhas graves de concretagem.

Parte do que foi pago, como muretas, alvenarias e janelas, não chegou a ser executado. Mesmo assim, conforme a perícia, a prefeitura de Teixeira pagou R$ 2,9 milhões, cerca de 85% do valor total, embora apenas 45% da obra tenha sido realizada.

A Justiça Federal condenou o ex-prefeito Edmilson Alves dos Reis, conhecido como “Nego de Guri”, por improbidade administrativa. A decisão afirma que ele autorizou pagamentos indevidos, sabia que a obra era executada por terceiros e não pela empresa contratada, e participou de um esquema de fraude e desvio de recursos públicos.

O rombo chegou a R$ 1,4 milhão. O ex-gestor e a empresa envolvida — também condenada — negam as acusações e recorrem.

Redação com informações g1 PB 



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