“Na verdade, eu estou com medo. Porque ele disse que ele ia me matar. Ele falou que a família dele tem muita influência. Que nada acontecia com ele. Que eles matavam e ninguém ficava sabendo”, disse na entrevista à jornalista Ana Beatriz Rocha.

Segundo Raphaella, as agressões físicas começaram cinco dias após o início da lua de mel, em novembro do ano passado, e continuaram nos últimos dois meses.

“Eu fico me lembrando que — fazia dois meses que eu estava casada — há três meses eu estava orando, sonhando, imaginando uma coisa. Orando até pela minha lua de mel. E cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu. Quando ele chegou ao quarto, ele chegou completamente louco. Chegou falando mil coisas e já partiu para cima de mim”, disse.

Segundo relatou a médica, quando o casal retornou da lua de mel, a violência continuou.

“Quando a gente voltou, os episódios continuaram. E foram ficando mais frequentes e piores”, disse durante a entrevista.

Agressões flagradas em vídeo ocorreram no dia 18; médica estava em processo de separação

João Lima — Foto: reprodução/redes sociais
João Lima — Foto: reprodução/redes sociais

Conforme detalhado na entrevista, as agressões nos vídeos divulgados no último sábado (24) ocorreram no dia 18 de janeiro. A violência ocorreu em um apartamento dos pais de Raphaella, no município de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa.

A médica, em um áudio, chega a questionar o cantor o que ela fez com ele, que justifique uma agressão. No conteúdo, João Lima responde que “nada” e que “nada justifica isso”.

Raphaella já estava em processo de separação do cantor, detalhou. O casamento ocorreu no dia 1º de novembro de 2025, em João Pessoa. “Já tava falando para ele que eu não queria dormir no nosso apartamento. Eu já estava tentando sair da situação”, disse.

“Não podia ir à academia sozinha”

Ao longo de seu relato à TV Cabo Branco, a médica explicou que antes do casamento João Lima já era muito ciumento, porém ela chegou a pensar que algumas situações eram normais. “Eu tava achando que era ciúme, que era normal… na verdade, já era controle. Ele era muito ciumento”, detalhou.

Um dos episódios de controle citado por Raphaella Brilhante se refere às idas à academia, onde ela precisava ir acompanhada e, quando demorava um determinado tempo, ocorria discussão.

“Eu não podia ir para a academia sozinha, eu tinha que estar com minha mãe. Se eu fosse só, eu tinha que avisar a hora que eu chegava. Quando eu estava indo, a hora que eu chegava, quando eu estava lá, quando eu saía. Se eu passasse mais do que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado. Começava a brigar comigo e ele sempre falava que esse era o defeito dele. Que ele era muito ciumento. E, que ia tentar mudar… mas não melhorava”, disse.

Como denunciar casos de violência contra a mulher?

Qualquer tipo de violência contra a mulher, inclusive psicológica, pode ser denunciada por meio do telefone 180. A denúncia pode ser feita de forma anônima. Além deste número específico, denúncias podem ser feitas pelos números 190 (Polícia Militar) ou 197 (Polícia Civil).

Vídeo: https://www.instagram.com/reel/DT5so5ZjW4F/?igsh=NGIwOHdqY2Z2bW1v

Com ClickPB/ TV Cabo Branco