Adolescentes investigados por morte do cão Orelha voltam ao Brasil

Os jovens estavam em uma viagem de formatura em Orlando, nos Estados Unidos.

Publicado: 30/01/2026

Foto: Reprodução



Dois adolescentes investigados pela morte brutal do vira-lata Orelha, em Santa Catarina, desembarcaram nesta quinta-feira no Aeroporto Internacional de Florianópolis. Os jovens estavam em uma viagem de formatura em Orlando, nos Estados Unidos, acompanhados de outros 113 estudantes. Embora o passeio estivesse programado anteriormente, os suspeitos anteciparam o retorno ao Brasil diante do avanço das investigações.

Assim que aterrissaram em solo catarinense, os adolescentes foram abordados pela Polícia Civil, que realizou a apreensão de seus aparelhos celulares. Ambos foram intimados e devem prestar depoimento nos próximos dias na Delegacia de Proteção à Criança, ao Adolescente, à Mulher e ao Idoso (DPCAMI), unidade responsável pelo inquérito.

Detalhes do crime e novas suspeitas

O caso do cão Orelha gerou forte comoção e revolta em Florianópolis. O animal, que era cuidado por moradores do bairro Praia Brava, foi encontrado agonizando no início de janeiro com graves ferimentos na cabeça, decorrentes de espancamento. Devido à gravidade das lesões, o vira-lata precisou ser sacrificado.

Além dos dois jovens que retornaram dos Estados Unidos, outros dois adolescentes são suspeitos de participação direta no crime. Durante as diligências, a polícia passou a investigar um segundo episódio de crueldade: o grupo teria tentado afogar outro cachorro, conhecido como Caramelo, que conseguiu sobreviver ao ataque.

Coação de testemunhas e indiciamentos

A investigação também atinge o núcleo familiar dos suspeitos. Nesta semana, dois pais e um tio dos adolescentes foram indiciados por coação no curso do processo. Segundo a polícia, eles teriam intimidado o vigilante de um condomínio da região, que supostamente detém provas e imagens que podem incriminar os jovens.

Manifestações de moradores e defensores da causa animal têm ocorrido em frente às delegacias, cobrando agilidade na apuração e punição para os envolvidos. O inquérito busca agora cruzar os dados dos celulares apreendidos com os depoimentos colhidos para fechar a cronologia da agressão que resultou na morte de Orelha.

Morte do cão Orelha

Orelha tinha 10 anos e era um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava, em Florianópolis. Neste mês, ele foi encontrado gravemente ferido, em estado de agonia, e morreu durante atendimento veterinário, após sofrer agressões.

A Polícia Civil tomou conhecimento do caso no dia 16 de janeiro e identificou ao menos quatro adolescentes suspeitos de envolvimento nas agressões, que teriam sido direcionadas principalmente à cabeça do animal, com a intenção de provocar sua morte. As autoridades também apuram se o mesmo grupo tentou afogar outro cão comunitário, na mesma praia, no início do mês.

Foram instaurados dois inquéritos: um para apurar a morte do animal e outro para investigar o crime de coação. Segundo a polícia, familiares dos adolescentes teriam tentado intimidar testemunhas. Por esse motivo, três adultos foram indiciados, mas os nomes não foram divulgados, o que impossibilitou o contato com as defesas.

BAND.COM



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