Condenada por matar os pais, Suzane von Richthofen assume inventário de herança milionária em SP

A decisão ocorre em meio a disputa familiar envolvendo herança estimada em R$ 5 milhões e acusações de furto feitas por uma prima do falecido.

Publicado: 06/02/2026

Foto: Reprodução



A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen inventariante do espólio do médico aposentado Miguel Abdalla Netto, encontrado morto em janeiro de 2026, na capital paulista. A decisão ocorre em meio a disputa familiar envolvendo herança estimada em R$ 5 milhões e acusações de furto feitas por uma prima do falecido.

A nomeação foi determinada pela juíza Vanessa Vaitekunas Zapater, da 1ª Vara da Família e Sucessões de Santo Amaro, que considerou Suzane a única herdeira habilitada formalmente no processo. Segundo a magistrada, o histórico criminal dela não interfere juridicamente na escolha do inventariante.

A prima do médico, Silvia Gonzalez Magnani, que também disputava a função, foi considerada parente colateral de quarto grau e, portanto, sem preferência sucessória, conforme estabelece o Código Civil.

Suzane cumpre pena de 39 anos em regime aberto pela morte dos pais, crime ocorrido em 2002. Na ocasião, o próprio tio Miguel conseguiu na Justiça excluí-la da herança dos pais, transferindo o patrimônio ao irmão dela, Andreas von Richthofen, que desta vez renunciou à herança do tio.

Miguel Abdalla Netto era irmão da mãe de Suzane e não deixou filhos, pais, irmãos vivos ou testamento, o que levou a herança a ser direcionada à sobrinha.

Apesar da nomeação, a decisão judicial estabelece que Suzane terá poderes limitados, podendo apenas administrar e conservar os bens, sem autorização para venda, transferência ou uso pessoal do patrimônio sem aval da Justiça.

O inventário permanecerá suspenso até decisão definitiva sobre ação que discute possível união estável entre Silvia e Miguel, alegada pela prima.

A decisão foi proferida pouco depois de Suzane se tornar investigada por suposto furto de objetos da residência do tio, conforme boletim de ocorrência registrado por Silvia, que afirma que móveis, eletrodomésticos e uma bolsa com documentos e dinheiro teriam sido retirados sem autorização.

Advogadas que representam Silvia informaram que irão recorrer da decisão, alegando que o prazo para comprovação da união estável ainda estava em andamento quando ocorreu a nomeação.

Miguel Abdalla Netto morreu em 9 de janeiro de 2026, em sua residência no bairro do Campo Belo, zona sul de São Paulo. O corpo foi encontrado em avançado estado de decomposição por um vizinho, e a causa da morte foi registrada como indeterminada, sendo o caso tratado como morte suspeita pela Polícia Civil.

Fonte: Portal Paraíba.com.br



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