Homem é preso por ameaçar ex-namorada via Pix

Após ter o número de telefone bloqueado mais de 10 vezes, o agressor passou a enviar transferências bancárias de um centavo acompanhadas de mensagens com ameaças de morte.

Publicado: 09/02/2026

Foto: Reprodução



Uma jovem de 19 anos convive com o medo há seis meses devido a ameaças constantes realizadas por seu ex-namorado, de 22 anos. O suspeito, que não aceitava o fim do relacionamento ocorrido em meados de 2025, utilizou métodos atípicos para burlar os bloqueios feitos pela vítima em aplicativos de mensagens. Após ter o número de telefone bloqueado mais de 10 vezes, o agressor passou a enviar transferências bancárias de um centavo acompanhadas de mensagens com ameaças de morte.

Em uma das transações, o homem afirmou que a vítima “não passaria dos 25 anos” e que mandaria alguém matá-la. Em outros envios, ele declarou que só pararia quando ela estivesse morta e chegou a incitá-la ao suicídio.

O casal manteve um relacionamento por três anos, mas a separação foi marcada pelo comportamento possessivo do acusado, que se irritava com o contato da jovem com outros homens.

Descumprimento de medida protetiva e tentativa de ataque

A gravidade do caso levou a vítima a procurar as autoridades e obter uma medida protetiva de urgência. No entanto, a determinação judicial não impediu as investidas do agressor. Em um episódio recente, ele perseguiu a jovem até a faculdade portando uma faca. A agressão só não foi concretizada porque seguranças da instituição de ensino conseguiram intervir e impedir o ataque. Além da ex-namorada, amigos e familiares também relataram intimidações.

Prisão e providências judiciais

Diante da escalada de violência e do descumprimento das ordens judiciais, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva do acusado. O homem foi localizado e capturado por agentes em Manaus, no Amazonas, no momento em que exercia suas atividades profissionais.

O caso reforça o alerta sobre novas formas de assédio e perseguição digital, conhecidas como stalking, onde agressores utilizam canais financeiros para manter o contato e o controle emocional sobre as vítimas. O material contendo as mensagens enviadas via Pix foi anexado ao inquérito como prova das ameaças recorrentes.

BAND / UOL



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