O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste sábado (28) que o líder supremo do Irã, a aiatolá Ali Khamenei, foi morto em bombardeios conjuntos com Israel, marcando escalada inédita no conflito.
A mídia estatal iraniana confirmou a morte horas depois, declarando 40 dias de luto e uma semana de feriados públicos. Familiares próximos, incluindo filha, neto, nora e genro, também pereceram nos ataques.
O anúncio e os detalhes da operação militar
Trump postou na Truth Social que Khamenei não conseguiu escapar dos sistemas de inteligência e rastreamento dos EUA e Israel. Ele classificou o aiatolá como “uma das pessoas mais malignas da História” e afirmou que sua morte representa justiça para vítimas iranianas, americanas e de outros países.
O presidente prometeu que bombardeios de alta precisão continuarão “ininterruptamente ao longo da semana — ou pelo tempo que for necessário” para alcançar paz no Oriente Médio e no mundo. Ele apelou para que membros da Guarda Revolucionária (IRGC), forças armadas e polícia busquem imunidade e se unam à população contra o regime.
Benjamin Netanyahu confirmou indícios da morte, informando que forças israelenses destruíram complexo usado por Khamenei em Teerã. Ele apelou diretamente aos iranianos: “Não percam a oportunidade. Esta é uma oportunidade que surge uma vez por geração”.
Contexto histórico de Ali Khamenei no poder
Nascido em 1939 em Mashhad, Khamenei ascendeu após a Revolução Islâmica de 1979, sucedendo Ruhollah Khomeini em 1989. Governou o Irã por quase quatro décadas como líder supremo, acumulando poderes políticos e religiosos em uma teocracia.
Ele reprimiu protestos como a Onda Verde (2009), revoltas de 2019 contra aumento de combustíveis e manifestações de 2022 após a morte de Mahsa Amini. Sob seu comando, o Irã financiou grupos como Hezbollah e Hamas, mantendo hostilidade aos EUA (“grande satã”) e negando existência de Israel.
Sobreviveu a atentado em 1981 (paralisia no braço direito) e câncer em 2014. Nos últimos meses, vivia em bunker subterrâneo em Teerã, com segurança reforçada após morte de Hassan Nasrallah (Hezbollah).
Repercussão imediata e posicionamentos
Trump enfatizou chance para iranianos “retomarem o país”, alegando que forças de segurança buscam imunidade. Netanyahu reforçou apelo por levante popular.
O Irã negou inicialmente, com porta-voz dizendo à ABC News que Khamenei estava “bem e seguro”. Horas depois, confirmou a morte. Ministro das Relações Exteriores iraniano havia dito à NBC que ele estava vivo com base em informações disponíveis.
Especialistas apontam vazio de poder e incertezas na sucessão, com possível escalada regional.
Impactos da ofensiva e retaliação iraniana
Ataques atingiram Teerã, Isfahan, Qom, Karaj e Kermanshah, matando comandantes como ministro da Defesa Amir Nasirzadeh e chefe da Guarda Revolucionária Mohammed Pakpour. Pelo menos 201 mortos e 747 feridos, incluindo 85 em escola de meninas e 15 em ginásio no sul do Irã.
Irã retaliou com mísseis e drones contra Israel e bases americanas em Catar, Bahrein, Kuwait, Iraque, Jordânia e Emirados Árabes. Explosões em Abu Dhabi (1 morto), Dubai e Bahrein (danos em prédios). Síria registrou 4 mortes por míssil iraniano.
Estreito de Ormuz foi fechado por segurança, afetando rotas globais de petróleo. EUA reportaram danos “mínimos” em bases e nenhum militar ferido.
Próximos passos e perspectivas de conflito
Trump indicou operações prolongadas para destruir programa nuclear iraniano e aniquilar forças armadas. Fontes à CNN dizem que ataques durarão dias, diferentemente de ofensiva de junho de 2025.
Netanyahu prometeu atingir “milhares de alvos” nos próximos dias. Irã promete resposta ampla, elevando risco de guerra regional.
A ofensiva ocorre em contexto de sanções ocidentais ao programa nuclear iraniano e insatisfação interna agravada por economia em crise.
O futuro do regime depende de sucessão e possível levante popular, mas escalada militar pode prolongar instabilidade.










