Não é verdade que a FAB (Força Aérea Brasileira) deixou um caça de prontidão para proteger Brasília após a recente escalada militar entre Estados Unidos, Irã e Israel. A aeronave foi empregada pelas Forças Armadas para atender possíveis emergências relacionadas ao tráfego aéreo no dia 24 de fevereiro — antes, portanto, dos recentes ataques no Oriente Médio.
As peças enganosas somavam 1 milhão de visualizações no X e 20 mil curtidas no Instagram até a tarde desta terça-feira (3).

Posts enganam ao fazer crer que as Forças Armadas deixaram um caça de prontidão para proteger Brasília após a escalada do conflito no Oriente Médio. As peças de desinformação fazem referência ao acionamento da aeronave F-39 Gripen para operações de Alerta de Defesa Aérea. Em nota, a FAB explicou que a operação foi iniciada em 24 de fevereiro — antes, portanto, do início dos ataques.
Aeronaves e militares escalados para cumprir missões relacionadas ao Alerta de Defesa Aérea ficam de prontidão para atender possíveis emergências relacionadas ao tráfego aéreo, não necessariamente relacionadas a conflitos bélicos. O F-39 Gripen está estacionado na Base Aérea de Anápolis (GO), localizada a cerca de 150 km de Brasília.
As peças de desinformação buscam relacionar o Brasil ao conflito entre EUA, Israel e Irã. Não há, no entanto, nenhuma movimentação militar que indique que o país entrará na disputa.
No sábado (28), data dos ataques americanos e israelenses que resultaram na morte do líder do Irã, o aiatolá Khamenei, o Itamaraty divulgou uma nota condenando o conflito. O governo também se pronunciou contra a retaliação iraniana.
As peças enganosas também alegam que, antes do emprego do F-39 Gripen para proteger Brasília, o governo Lula teria dito para o Brasil “se preparar para o pior”. Essa declaração foi dada no domingo (1º) pelo embaixador Celso Amorim, assessor especial do presidente Lula (PT).
Na ocasião, Amorim de fato fazia referência às possíveis consequências do conflito no Oriente Médio, como o alastramento dos ataques pela região. O assessor, no entanto, não mencionou uma suposta participação do Brasil na disputa ou a necessidade de deixar militares de prontidão para proteger a capital federal.
Até o momento, o confronto no Oriente Médio resultou em 787 mortes no Irã, segundo a mídia estatal local, além de seis óbitos de militares americanos, segundo o Pentágono.










