O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ampliou para 1 quilômetro o raio de proibição de sobrevoo de drones nas proximidades da residência do ex-presidente Jair Bolsonaro, em Brasília. A medida que anteriormente limitava o perímetro a 100 metros, foi adotada nesta quinta-feira (2), após uma recomendação técnica da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). A instituição considerou a distância inicial insuficiente para garantir a efetividade da segurança e a proteção da intimidade e da vida privada do ex-presidente, que cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.
A decisão do ministro Moraes visa coibir o monitoramento indevido do imóvel e de seu ocupante. Segundo o despacho, a tecnologia atual dos drones permite a captação de imagens em alta resolução a longas distâncias, o que tornaria a restrição anterior ineficaz.
O pedido de ampliação partiu do 19º Batalhão da PM do Distrito Federal, que apontou riscos operacionais e de segurança iminentes. Entre as preocupações, estavam a possibilidade de coleta de informações sensíveis por meio dos equipamentos e até mesmo a preparação de ações ilícitas na área. Para reforçar a ordem, Moraes manteve a autorização para que a Polícia Militar realize o abate e a apreensão de aeronaves que desrespeitarem a proibição. Os responsáveis por operá-los podem ser presos em flagrante, com comunicação imediata ao STF.
Jair Bolsonaro encontra-se em prisão domiciliar desde 27 de março de 2026, quando recebeu alta médica após ser diagnosticado com broncopneumonia. A medida cautelar tem uma duração inicial de 90 dias, período durante o qual a proteção de sua residência e sua privacidade ganham relevância especial, justificando o reforço das medidas de segurança.
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