Prefeito eleito e afastado Edvaldo Neto pede retorno à Câmara de Vereadores de Cabedelo como parlamentar 

Em documento protocolado na Câmara Municipal de Cabedelo, o vereador Edvaldo Manoel de Lima Neto solicitou oficialmente o retorno ao exercício de seu mandato parlamentar.

Publicado: 20/04/2026

Foto: Reprodução



O prefeito eleito e afastado Edvaldo Neto protocolou pedido de retorno à Câmara de Vereadores de Cabedelo, nesta segunda-feira (20). Em documento protocolado na Câmara Municipal de Cabedelo, o vereador Edvaldo Manoel de Lima Neto solicitou oficialmente o retorno ao exercício de seu mandato parlamentar e o afastamento das funções executivas que vinha desempenhando como prefeito interino.

A medida, segundo o parlamentar, é necessária para “dedicar-se integralmente à sua defesa no processo que tramita no Tribunal de Justiça da Paraíba”. A decisão judicial recente determinou a suspensão de Edvaldo Neto apenas em relação ao cargo de prefeito interino, sem atingir o mandato legislativo. Conforme apurou o ClickPB, eleito como prefeito no último domingo (12), Edvaldo Neto foi afastado pouco mais de 24h depois o resultado das urnas pela Operação Cítricos da Polícia Federal.

Antes de ser eleito, Edvaldo Neto assumiu a Prefeitura de Cabedelo, interinamente, no dia 15 de dezembro do ano passado, em razão da cassação dos eleitos nas Eleições Municipais de 2024 — André Coutinho e Camila Holanda. Na época, a Justiça Eleitoral determinou a realização de um pleito suplementar. Edvaldo era presidente da Câmara de Vereadores, cargo que alçou no segundo mandato como vereador em Cabedelo. Ele havia sido reeleito vereador em 2024 com pouco mais de um mil votos.

Após ser afastado do cargo recém eleito, Edvaldo Neto (Avante), usou as redes sociais, no último dia (16), para se pronunciar oficialmente a respeito da Operação Cítricos, que o afastou do cargo na última terça-feira (14). Na mensagem, Edvaldo Neto alegou que é inocente e que combateu a infiltração de membros de organizações criminosas na Prefeitura Municipal. “Estou com minha consciência tranquila, não cometi nenhum ato ilegal, seja à frente da Prefeitura de Cabedelo, seja à frente da Câmara Municipal”, afirmou.

“Primeiramente, quero expressar todo o meu respeito aos órgãos de segurança pública e às autoridades envolvidos na Operação Cítricos e dizer que, desde o primeiro dia em que assumi a interinidade do cargo de prefeito, lutei incansavelmente contra as organizações criminosas que possam estar infiltradas na prefeitura, luta essa comprovada através do encaminhamento de ofícios a várias autoridades, colocando a prefeitura à disposição dos órgãos de segurança para combater ou ajudar no enfrentamento de qualquer tipo de atitude criminosa em nossa cidade”, declarou.

Edvaldo também lembrou que encaminhou à Câmara Municipal de Cabedelo um projeto de lei antifacção, com o objetivo vetar a contratação de qualquer pessoa que tenha envolvimento com o tráfico de drogas ou organização criminosa. O projeto, segundo ele, foi protocolado e já está em tramitação na Casa Legislativa. “Todos os atos que estão sendo investigados pela Operação Cítricos foram realizados antes de eu estar na condição de prefeito interino. Ou seja, nenhum ato teve qualquer participação minha, mesmo que mínima”, destacou.

Com ClickPB



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