
Um problema de saúde pública tem modificado a rotina de famílias da zona rural de Barra de São Miguel – no interior da Paraíba. O município fica cerca de 230 km da capital João Pessoa e conta com aproximadamente 5.900 habitantes. Mesmo sendo um município considerado pequeno, tem enfrentado um problema grande. Há cerca de dez anos famílias são obrigadas a conviver com o mau cheiro e com a intensa presença de mosquitos, problema ocasionado pela existência de um lixão.

O lixão fica localizado na comunidade Brejinho e um dos problemas foi à expansão do município, que evoluiu bastante na última década, aumentando consideravelmente a quantidade de lixo produzido.
A personagem da nossa reportagem é obrigada a conviver ao lado do lixão e conta que nos últimos anos teve que aprender a coexistir ao lado das moscas e outros insetos. A quantidade de moscas é surpreendente. “Eu vivo aqui uma vida de tristezas. Ninguém olha para mim. Eu não posso comer dentro da minha casa. Eu não posso dormir. Eu não posso falar com ninguém”, reclama à senhora Tereza Cândido.
Tereza ainda faz uma denúncia mais grave: “O que está ali no lixo é seringa, são coisas do posto de saúde que não pode! Eu só queria que a pessoa fosse por mim, pois estou muito prejudicada e chamo para todo mundo analisar a situação que é complicada”, denuncia.
Resposta:
Nossa reportagem entrou em contato o prefeito de Barra de São Miguel, João Batista, que explicou que a Prefeitura Municipal conseguiu recursos para construção de um aterro sanitário, “iniciou a obra, mas esta obra parou há cerca de três ou quatro anos com pouco mais da metade de sua execução”.

A área, devido a não conclusão do aterro, é operada como uma espécie de lixão há muitos anos e durante várias gestões. “E não temos medido esforços para resolver o problema: estamos tentando destravar burocraticamente o reinicio da obra do aterro sanitário; fizemos um Plano de Recuperação da Área Degradada (PRAD) e submetemos este a Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) ano passado, órgão executivo do nosso Estado na parte ambiental, tanto da área do lixão antes operado, quanto da área do aterro que é utilizada de forma irregular ainda; temos um contrato com umas empresas especializadas na coleta e no tratamento de resíduos de serviços de saúde (RSS), ou hospitalares, com toda certificação exigida”, continuou em nota o gestor.
SOBRE TEREZA:
Nota:
O Governo conhece há muito tempo a situação da moradia da senhora, destacando: a gestão passada orientou que a senhora não estabelecesse moradia no local, apresentando todos os problemas que poderiam vir acontecer, mas esta insistiu em comprar a casa e morar ali mesmo com o lixão já existindo; a senhora é catadora de resíduos recicláveis juntamente com sua família e armazena materiais ao redor de sua casa, o que atrai vetores de doenças, não apenas as moscas vistas nas imagens, assumindo o risco disso, pois foi muito bem orientada sobre isso; não sei se foram ou como foram parar, determinados resíduos hospitalares apresentados nas fotos na área do aterro, pois a empresa responsável pela coleta tem feito a coleta regularmente nos postos de saúde da cidade. A própria senhora assume que as moscas aumentaram a partir do momento que deixaram de queimar os resíduos após a catação, o que antes ocorria, mas que foi proibido já que é uma prática condenada por lei a de queimar.
Nós estamos sempre dispostos a resolvermos problemas, sejam estes apresentados as pessoas competentes em alguma das repartições públicas para solução ou espalhados apenas para fazer polêmica. Já visitamos a senhora hoje, oferecemos alternativas e tudo o que for preciso para que ela até mude de moradia, pois o problema da área não depende apenas da Prefeitura para ser resolvida, mas é da senhora também. Por fim, Dona Tereza, conversando conosco, nos tirou a culpa do problema, tanto pelo tempo que já mora no local, como por já termos oferecido soluções. Estamos sempre a disposição.
Redação












