
A Escola Estadual de Alagoa Nova que proibiu formando de dançar em formatura com namorado, publica em sua página no Facebook,uma nota, onde explica a sua versão do caso.
Entenda o caso: https://seligapb.com.br/politica/discriminacao-escola-estadual-de-alagoa-nova-proibe-formando-de-dancar-em-formatura-com-namorado
NOTA DE ESCLARECIMENTO
Estamos concluindo mais um ano letivo e como de costume, nos dias 20, 21 e 22 de dezembro de 2018, a Escola Estadual de Ensino Fundamental Professor Cardoso realizou três eventos de formatura, sendo o primeiro com as crianças do ABC, seguida pela formatura das turmas do 9º ano e por fim formatura dos jovens e adultos, EJA. Tais eventos tiveram a presença dos familiares, funcionários, professores, gestão escolar, patrocinadores e autoridades locais. No tocante, a escola agradece a todos os envolvidos direta e indiretamente na realização destes eventos, que aconteceram de forma grandiosa, pautados por comissão organizadora de excelência.
Somados, cerca de 64 alunos formandos estavam envolvidos nos eventos que contavam com a presença de cerca de 700 convidados e o envolvimento direto de toda comunidade escolar na sua organização e realização. Desse modo, é notada a grandiosidade e inteiração que a escola exerce com toda a comunidade escolar, o que se dá por meio do fortalecimento de laços de respeito e dignidade.
Há cerca de 8 anos de solenidades de formatura, estas sempre foram realizadas seguindo o protocolo culto habitual, em que todo cerimonial é regido por uma coordenação geral. Na formatura do 9º ano sempre houve a produção das entradas dos formandos em que os alunos entram com seus respectivos padrinhos. No dia 18 de dezembro de 2018 o cerimonialista, funcionário que se encontra de licença e aceitou o convite das comissões de formatura para apresentar os eventos de forma voluntária, como tem feito nos últimos três anos, recebeu de um dos formandos, menor de idade (o último a enviar os dados para o cerimonial que já estava praticamente pronto) que iria ser acompanhado por um padrinho, uma inovação louvável, mas que não era de conhecimento de toda comissão organizadora, e por tal, o cerimonialista conversou com a comissão e com a direção escolar para acertar os últimos detalhes da formatura e comunicou sobre a entrada do rapaz.
Pensando na integridade do adolescente e temendo alguma ação negativa do público durante a apresentação do menor (como piadas ou vaias) e pautados nos artigos 17 e 18 do ECA, a gestão escolar orientou que o cerimonialista entrasse em contato com o aluno, em uma tentativa de protegê-lo orientando que sua entrada obedecesse as regras da comissão organizadora. Ao ser contatado pelo whatsapp, o aluno pareceu entender e concordar com a orientação. Porém, no dia seguinte, mudou de posicionamento, como se orientado por terceiros, com o intuito de levantar uma polêmica em torno da tentativa da escola de lhe preservar.
Na noite do dia 21 de dezembro de 2018, o formando, ao chegar no local da festa (a Escola Professor Cardoso), estava decidido a entrar com o seu padrinho no momento de sua apresentação. No pátio da escola conversou com a gestão escolar e a comissão da formatura de maneira agressiva e se retirou do local, xingando com palavras de baixo calão. Em relatos do próprio aluno e de familiares, durante a semana aquele realizou diversas atribuições profissionais o que inviabilizou a sua presença na aula da saudade da turma e nos ensaios para o baile de formatura, além de não está se alimentando bem, o que pode justificar o pico de estresse emocional e o mal-estar que sentiu minutos antes de iniciar a cerimônia de formatura.
Frize-se que, no momento da entrada para o baile, o aluno foi recebido por uma professora e conduzido até o seu padrinho, não havendo qualquer impedimento por parte da gestão ou do cerimonialista, que conduziram de forma ética todo o evento, reflexo do seu profissionalismo e respeito ao público, que não percebeu nenhuma anormalidade durante a programação, conforme transmitido ao vivo e pode ser conferido na página da Mix Web TV, no Facebook.
Fique registrado que a escola repudia qualquer tipo de descriminação e que promove diversas ações de conscientização e respeito mútuo durante todo o ano letivo. A Escola está à disposição para o diálogo com a família e pontua que até o momento nenhum dos responsáveis pelo menor procurou a gestão escolar para reclamar, acusar ou protocolar algum tipo de insatisfação. A gestão só ficou ciente da repercussão do ocorrido no dia seguinte à solenidade de formatura, através de publicações em redes sociais do menor, até porque após o encerramento da cerimônia a gestora se ausentou da festa por motivos pessoais, como fizera também no dia anterior.
No mais, lamenta que o jovem tenha se sentido ofendido e que terceiros se aproveitem da situação para criar um sensacionalismo, pautado em mentiras e distorcendo os conceitos de discriminação, homofobia, respeito, proteção e disciplina. Fique claro que a gestão escolar está disposta a colaborar com as possíveis consequências legais relativas ao fato. Na mesma forma, todos que se aproveitarem da situação para promover calúnia, difamação e injúria terão de responder a seus atos em juízo. Em tempo, a gestão escolar reitera os votos de uma Feliz Natal e um Ano Novo cheio de paz e luz.
Atenciosamente, Gestão Escolar.
Da Redação.












