
A diminuição de recursos e da oferta de serviços de saúde no município de Esperança foi destaque na mídia nacional, através de uma reportagem produzida pelo portal UOL. O decreto municipal 1.874/2018 determinou que os serviços de saúde sejam suspensos até 15 de Janeiro, sob a alegação de insuficiência de recursos.
No entanto, a reportagem lembra que a medida foi cancelada após o Ministério Público da Paraíba ameaçar entrar com uma ação Civil Pública. ” Citando dificuldades financeiras, servidores anunciavam aos pacientes que procuravam os serviços de saúde que o atendimento havia sido interrompido. E apesar de a prefeitura ter recuado oficialmente, a reportagem do UOL viu moradores serem dispensados e orientados a voltar no ano que vem”, diz a reportagem.

Ainda é mostrada a situação dos moradores, que quando buscam o serviço de saúde são avisados de que não tem atendimentos e retornam para suas casas. Ninguém pede para ficar doente. Como vamos esperar 30 dias para conseguir atendimento? Poderiam fazer cortes em outras coisas, mas não na saúde”, destacou o comerciante Paulo Correia, de 66 anos.
O Ministério Público criticou a medida adotada pelo prefeito Nobinho Almeida(PSB). ” A população não pode ficar sem assistência à saúde. Por isso tomamos as providências necessárias e comunicamos a posição do MP, para que a prefeitura não executasse o que estava no decreto, sob pena de entrarmos com ação. Até onde sabemos, o decreto foi revogado, mas continuamos em alerta para qualquer alteração”, diz o Promotor de Justiça, Pedro Alves Nóbrega, à reportagem.
O UOL também consultou a subsecretária de saúde de Esperança, Lanísia Bianca Passos, que explicou que houve um desentendimento nas informações referentes ao decreto, e conta das dificuldades de um município com 33 mil habitantes contar com apenas quatro médicos. “Muitos profissionais migraram para o programa Mais Médicos. Se a prefeitura mantivesse as unidades abertas, apenas quatro comunidades seriam beneficiadas. Por isso decidimos deslocar os médicos para o complexo, para que todos os moradores sejam atendidos. Pensamos em uma melhor abordagem para esse período no qual as unidades estarão fechadas”, diz Lanísia à reportagem.
Redação com UOL












