
Em entrevista ao último programa Se Liga PB do ano, neste sábado(29), o vereador de Campina Grande, Alexandre do Sindicato(PHS), fez um balanço de suas atividades políticas no ano de 2018. Polêmico nas suas declarações, ele também respondeu aos questionamentos dos jornalistas Alidiane Carlos e Renato Araújo sobre assuntos envolvendo o legislativo campinense, cenário político de 2018 e as perspectivas para as eleições municipais de 2020.
Alexandre foi questionado se o fato do candidato a governador de Romero, Lucélio Cartaxo(PV), enfraqueceu o grupo político do tucano. O vereador frisa que a diferença de votos de Lucélio para João Azevêdo(PSB) em Campina Grande foi de 6 mil votos. “O que aconteceu foi alguns acidentes de percurso. Essa eleição precisa ser estudada no futuro”, afirma, se referindo às surpresas nas urnas este ano.
Sobre a eleição de João Azevêdo, o vereador diz que na Paraíba não se mudou muita coisa, e que apenas se trocou “seis por meia dúzia”, e iniciou uma série de críticas ao governo de Ricardo Coutinho. “Tenho orgulho de ser o maior opositor de Ricardo Coutinho em Campina Grande, quando ninguém fazia, dizendo sempre que ele era muito ruim para a cidade. Ruim não:Péssimo”, diz Alexandre.
“Ele aproveitou um momento em que a população não estava assimilando a classe política como tal, pega alguém desconhecido de seu secretariado, faz um treinamento com esse cidade, porque ele passou até a se vestir igual a ele, a gesticular e a falar no mesmo tom. Treinaram o homem, copiaram ele e fizeram um clone do atual governador”, disse.
“Nós vamos nos livrar daquela figura, espero que o João tenha coragem de mandar uma sessão de descarrego no Palácio da Redenção, e dar um banho para tirar a ‘catinga’ de enxofre, que vai junto. Mas temos que reconhecer que o Ricardo acertou, para o bem ou para o mal”, criticou Alexandre, o governador Ricardo, dizendo que a oposição teria ganho a eleição em primeiro turno, se o candidato fosse Romero Rodrigues.
CENÁRIO POLÍTICO DE 2020
Alexandre do Sindicato comentou sobre as articulações políticas para a escolha do sucessor do prefeito Romero Rodrigues(PSDB), em 2020, e reforça que a sua representatividade junto aos evangélicos do município o credenciam para entrar numa possível lista de escolhidos por parte do tucano. “Já comprei brigas a favor do povo cristão de Campina Grande”, citando o caso da possível retirada do projeto “Cantinho da Benção”, na programação do Maior São João do Mundo, e a derrubada do Projeto de Lei que retira o ensino de assuntos relacionados a Gênero das escoladas do município.
O vereador ainda frisa que a partir do ano que vem volta a tramitar na Casa o projeto “Escola sem Partido” na Câmara. “Eu tenho uma luta em defesa da cidade, que hoje é reconhecida pelos quatro cantos de Campina Grande, eu saí de um mero desconhecido para ser um vereador muito conhecido. É só você fazer umas pesquisas nas emissoras de rádio, para ver quem está mais presente”, destaca Alexandre.

COMISSIONADOS NA CMCG
Uma denúncia veiculada pela imprensa paraibana, diz respeito ao alto número de assessores comissionados na Câmara Municipal de Campina Grande, cerca de 260 assessores. Alexandre lembrou que a presidente Ivonete Ludgério(PSD) apresentou um projeto de resolução da mesa diretora, limitando de 37 para 13 o número máximo de assessores permitidos para cada vereador.
“Isso depende de cada vereador, se o número é suficiente ou não, desde que haja orçamento na Câmara. O que não pode haver é desperdício, a população nos cobra isso, a transparência”, explicou, reforçando que os dados são condizentes com uma Câmara Municipal de uma cidade com 420 mil habitantes. “Tem demandas imensas,e quando fala esse número é preciso entender que nem todos são indicados dos vereadores. Existem os serviços internos, realizado por funcionários que estão lá há muito tempo”, frisa, dizendo que a situação será mudada com a realização de um Concurso Público, no dia 27 de Janeiro.
ATIVIDADE PARLAMENTAR
Sobre sua atividade parlamentar, destacou alguns projetos e requerimentos apresentados, como o que permite uma maior assistência ao parto humanizado na maternidade do Instituto de Saúde Elpídio de Almeida. Sobre seu trabalho, Alexandre diz que conseguiu quebrar a idéia de que seria vereador de um único mandato, como muitos apostavam no início de seu primeiro mandato.”Nós não viemos de uma família afortunada ou de sobrenome na política, venho dos movimentos sindicais e de classe”, sublinha.
“No início dos mandatos nós queremos apresentar muitos projetos e requerimentos, e muitas vezes isso não surte o efeito que a população espera de nós. É melhor você apresentar dez ou vinte projetos relevantes, e que a população assimile bem, que não traga constrangimento nem para a Câmara ou para você, e lá no final ele dê o resultado para aquilo que se destinou. Não basta aprovar o projeto, é preciso correr atrás para que seja colocado em prática”, complementa.
REVEJA O PROGRAMA NA ÍNTEGRA:
Redação












