
Atual ocupante da da Delegacia de Defraudações de João Pessoa, o delegado Lucas Sá de Oliveira, será transferido para uma delegacia distrital, segundo o Diário Oficial desta segunda-feira(14), assinado pelo governador João Azevêdo(PSB). O município que Lucas Sá vai ser remanejado ainda não foi divulgado. O Delegado Lucas Sá é natural do Ceará, tem 32 anos de idade, e se destacou em 2018 pelo trabalho realizado pela Polícia Civil, que ficou conhecida como “Operação Cartola”.
A operação desencadeada pela Polícia Civil investigou denúncias de suspeitas de irregularidades e compra de resultados no Campeonato Paraibano de futebol no ano passado. A investigação ganhou destaque na mídia nacional devido à prisão e a investigação feitas em cima de dirigentes dos principais times do estado(Botafogo, Campinense, Treze e outros), que chegou à conclusão de que houveram compras de árbitros para beneficiar, especialmente, o campeão paraibano do ano passado, o Botafogo de João Pessoa.

Eleito em 2018 para deputado estadual, com mais de 48 mil votos, o delegado da Polícia Civil e ex-secretário de administração penitenciária da PB e RN, Walber Virgolino, utilizou as suas redes sociais para denunciar a transferência, ao qual ele classificou como “perseguição política”. “É um governo que se sente bem perseguindo, humilhando e maltratando quem gosta de trabalhar certo. Já os babões e bajuladores o tratamento é diferenciadíssimo”, declarou.
Walber parabenizou o trabalhou desenvolvido por Lucas Sá na operação, e diz que o delegado “por muito tempo carregou a segurança da Paraíba nas costas”. “Agora vai ser vigia de Delegacia, apartar briga de bêbado e conciliar briga de vizinho”, completou.”E o que é pior: Todo mundo sabe que é perseguição por conta da Operação Cartola e ninguém faz nada”, ainda diz Virgulino.
Segundo mais votado nas eleições do ano passado, diz que também passou pela mesma situação, quando delegado da Polícia Civil na Paraíba. “Porém Deus e o povo me exaltaram”, frisou, pedindo que Lucas Sá pudesse ser liberado para trabalhar em seu gabinete. “Só podemos contar com a ajuda de Deus, e não das autoridades políticas constituídas”, finalizou Walber Virgulino.
Redação












