
Os investigados são suspeitos de organização criminosa, corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro. Também são alvos da operação servidores públicos, lobistas, advogados e dirigentes de centrais sindicais.
A “conta” da propina ficou em nada menos que 3,2 milhões de reais. Para fechar o negócio, combinaram a assinatura de um “contrato de consultoria”, por meio do qual seriam repassados os valores espúrios. O tal documento foi entregue ao empresário num posto de gasolina no interior de Goiás, encontro registrado num vídeo obtido por VEJA.
Loteamento de cargos
PTB e Solidariedade dividem os principais postos do Ministério do Trabalho desde o início do governo do presidente Michel Temer (MDB), em maio de 2016. Até o final de 2017, a pasta foi comandada pelo deputado federal Ronaldo Nogueira (RS), que retornou ao Congresso para pavimentar sua candidatura à reeleição. Em janeiro, outra parlamentar do PTB, Cristiane Brasil (RJ), chegou a ser nomeada para o cargo por Temer, mas não assumiu por decisão da Justiça.
Cristiane é filha do ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido envolvido em outro ruidoso esquema de corrupção da legenda, o dos Correios, que deu início ao escândalo do Mensalão em 2005. Jefferson e Jovair são padrinhos políticos da manutenção do atual ministro da pasta, Helton Yomura.
Já ao Solidariedade cabe a Secretaria de Relações do Trabalho. O chefe dessa divisão é Carlos Cavalcante de Lacerda, indicado diretamente pelo deputado Paulinho da Força.
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