Presos da Cadeia Pública de Soledade vão contar com sala de leitura, para remissão de pena

Publicado: 19/06/2018



No próximo dia 13 de julho, os presos recolhidos na Cadeia Pública de Soledade, num total de 37, sendo 19 provisórios e 18 apenados (10 no semiaberto e 8 no aberto), vão poder se integrar ao projeto ‘Uma nova página’, que permitirá a remição de pena de até 48 dias por ano, pela leitura e alfabetização. Em uma sala própria, os reeducandos terão 30 dias para fazer a leitura de um livro e apresentar uma resenha.

O projeto de remição de pena pela leitura e alfabetização para reeducandos do sistema prisional é fruto de uma parceria entre o Poder Judiciário e a Organização não-governamental IDE.

A juíza Ivna Mozart Bezerra Soares, do 3º Juizado Auxiliar Cível da 2ª Circunscrição e que está respondendo pela Comarca de Soledade, disse se tratar de um projeto inovador e que, por isso, está entusiasmada com a ideia, tendo em vista que o programa era realizado apenas em presídios e não em cadeias públicas.

“Por ser este o local que abriga, prioritariamente, os presos provisórios, onde passam um bom tempo, é que precisam ter essa oportunidade de leitura, com possibilidade de alfabetização”, concluiu a magistrada.

Comarca de Cajazeiras – Na última quarta-feira (13), as apenadas da Penitenciária Feminina de Cajazeiras tiveram a oportunidade, a partir da leitura, de reduzir suas penas em até 48 dias por ano, segundo informou o juiz Francisco Thiago da Silva Rabelo, em substituição na 1ª Vara Mista da Comarca local.

A iniciativa foi fruto de uma parceria entre o Poder Judiciário, a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Cajazeiras (FAFIC), que estruturou uma sala e arrecadou os livros que compõem o acervo, a Direção do Presídio e a sociedade em geral, que contribuiu com as doações.

As apenadas terão 30 dias para realizar a leitura de um livro e apresentar uma resenha. “Eu vou conversar com elas sobre a obra e fazer algumas perguntas. É uma etapa importante para firmar a leitura, que é uma atividade que liberta, educa e proporciona a ressocialização”, ressaltou o juiz Thiago Rabelo.

Redação com TJPB



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