“A câmara jamais terá o poder de fechar escolas” diz o presidente Edvaldo Vigilante

Publicado: 16/03/2018



Presidente da câmara de Areia.

O presidente da Câmara Municipal de Areia, Edvaldo Vigilante (PSD), em entrevista ao programa 60 Minutos, na rádio Arapuan FM, falou sobre o fechamento de onze escolas na Zona Rural de Areia, o programa foi ao ar na quinta-feira (15). O parlamentar lamentou a postura do prefeito em querer jogar a culpa na Câmara de Vereadores, ao dar entrevistas e dizer que estava respaldado pelo poder legislativo ao agir no fechamento das escolas. Edvaldo Vigilante disse que a forma que o prefeito fechou as escolas é ilegal, ele não ouviu os pais, não fez uma audiência pública, não ouviu ninguém e resolveu fechar as unidades educacionais prejudicando centenas de alunos.

“O Ministério da Educação recomenda que para o fechamento de escolas depende de metas não atingidas, tem que ouvir a comunidade, os pais de aluno, e nada disso foi feito, nem sequer uma audiência pública na Câmara Municipal convocando a população para debater o assunto foi realizada. Isso é um absurdo! A População da Zona Rural da nossa cidade está sem educação”, disse o presidente da Câmara.

Edvaldo Vigilante, como é conhecido, também lembrou que o Ministério Público entrou com ação civil pública pedindo a reabertura de escolas fechadas no inicio do ano letivo. O promotor acionou a justiça local e alegou que o documento apresentado pelo prefeito para fechar as escolas não tem amparo legal. “O prefeito fica ligando para as rádios da região dizendo que a Câmara o respaldou. Ora prefeito, Não faça isso não. A Câmara jamais terá o poder de fechar escolas, o próprio Ministério Público fez as acusações, pediu ao juiz em caráter de urgência, através de um mandado de segurança para que reabrisse as escolas urgentemente. Até porque a forma que o prefeito fechou as escolas em Areia é ilegal”, disse Edvaldo.

Ele ainda afirmou que o gestor se baseou em um requerimento apresentado pela vereadora Nelma Carneiro, que solicitava melhorias no sistema de educação multisseriado da cidade, para dizer que agiu com respaldo da Câmara, mas, simplesmente ele distorceu o requerimento a seu favor. “O grande problema dessa gestão é tirar o foco e jogar a responsabilidade pra cima dos vereadores”, finalizou.

Da Redação com Portal do Litoral



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