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Cabo é expulso da PM por torturar e tentar matar adolescentes

Comando Geral da Polícia Militar em João Pessoa

Dois policiais militares foram afastados de suas atividades na corporação por práticas ilícitas. Um deles foi expulso por tentar matar duas pessoas e o outro licenciado por envolvimento com o tráfico de drogas. As decisões foram divulgadas na edição desta terça-feira (08) Diário Oficial do Estado, em portarias assinadas pelo comandante geral, Euller Chaves. Confira documento na íntegra.

De acordo com o documento, além da tentativa de homicídio contra duas pessoas, o cabo expulso apresentava ‘fortes sintomas’ de ingestão de bebida alcoólica. Ele ainda chegou a ser abordado por outros policiais, reagiu com violência e foi conduzido à Delegacia de Polícia. O crime aconteceu em 2013.

O policial também foi indiciado por recusa de obediência, resistência mediante ameaça e violência e desacato a superior. Ele também responde pelo crime de tortura.

Segundo a portaria, quando foi comandante em 2012 o policial apreendeu adolescentes que estariam realizando furtos e não os encaminhou para uma Delegacia. Ele levou os jovens para um matagal próximo ao Vale Timbó, nos Bancários, onde praticou ‘atos abusivos de violência’ e abandonou as vítimas no local.

Em relação ao outro policial, que foi licenciado, o processo administrativo concluiu que ele está em ‘profundo abismo e descompasso entre suas condutas e os ditames legais’. A publicação explica que o soldado, nascido em Cajazeiras, tem envolvimento com o tráfico de drogas e organização criminosa.

Conforme a portaria, o policial agiu ‘deliberadamente’ com a finalidade de praticar o tráfico na região de Cajazeiras e demais cidades na Paraíba’. O homem seria associado a uma quadrilha comandada por ‘Marcos Aleijado’, conhecido por ser traficante.

“O soldado era integrante participativo da organização criminosa, aproveitando-se, inclusive, da sua condição de policial militar para passar informações privilegiadas à quadrilha sobre a prisão de integrantes da mesma, bem como liberando veículos apreendidos da mesma, e ainda, garantindo a segurança do chefe da organização criminosa”, conta trecho da publicação.

Os dois homens devem devolver as armas, objetos da corporação, identidade militar e outros materiais que ainda estejam com eles.

MaisPB

Redação

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