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Caminhão comum é usado para coleta de lixo em Patos

Coleta de lixo não é feita da forma ideal (Foto: Reprodução/Patos Online)

Um caminhão-caçamba comum está sendo utilizado para a coleta de lixo em Patos, oferecendo riscos à saúde e à segurança dos garis. A prefeitura alega que essa é uma “medida urgente e provisória”, provocada pela interrupção do serviço pela empresa Conserv, a quem a gestão municipal deve cerca de R$ 1,8 milhão.

Em agosto do ano passado, o valor mensal pago à empresa era R$ 650 mil, mas, devido à crise financeira de Patos, o serviço foi limitado e o valor caiu para R$ 450 mil. Sem conseguir cumprir o novo acordo, a prefeitura firmou com a Conserv mais uma redução da quantia. A alternativa proposta foi pagar R$ 25 mil diariamente, que ao final do mês geraria R$ 400 mil referente à nova mensalidade, mais R$ 50 mil para abater a dívida anterior. A empresa aceitou o acordo, mas esse esquema de pagamento foi barrado pelo Tribunal de Contas. Com a impossibilidade da Prefeitura em pagar o valor integral mensalmente, a Conserv suspendeu a coleta de lixo em Patos.

O secretário de Finanças do Município, Arnon Medeiros, informou que destinou equipes para realizar coleta em cinco pontos onde a situação é mais crítica. Segundo ele, a medida é provisória. “Temos que resolver urgentemente essa questão. É necessário um serviço especializado, com boa estrutura. Patos é uma cidade grande, que produz cerca de 100 quilos de lixo por dia. Então vamos dialogar com a Conserv para que ela retorne a prestar o serviço. Se ela não retornar, a prefeitura deverá procurar os meios legais de contratar uma nova empresa, em caráter especial, para fazer a coleta”, disse.

De acordo com Arnon Medeiros, Patos está afundada em dívidas que se arrastam ao longo de várias gestões municipais. “Não está simples a situação na nossa cidade. De 2016 para cá, tivemos cinco prefeitos. Só esse ano, foram três. A Prefeitura está trabalhando com déficit. Todo mês ela arrecada menos do que gasta. Então isso se torna uma bola de neve gigantesca e tira a condição de qualquer administrador de fazer um bom trabalho. É uma situação de muita insegurança e muita preocupação”, finalizou.

Fonte: Portal Correio

Redação

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