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Caso Ana Sophia: o que se sabe sobre menina que desapareceu em distrito de Bananeiras, na PB

Ana Sophia Gomes, de 8 anos, desapareceu no dia 4 de julho, após sair de casa para brincar.

Publicado: 15/09/2023

FOTO: REPRODUÇÃO

As buscas pela menina Ana Sophia, de 8 anos, que desapareceu no Distrito de Roma, em Bananeiras, continuam.

A menina desapareceu na tarde do dia 4 de julho, após ter saído de casa para brincar na casa de uma amiga. Até a última atualização desta notícia, não há informações sobre o paradeiro da criança. Veja cronologia do caso.

O distrito Roma fica próximo à rodovia PB-105, que dá acesso a Bananeiras.

4 de julho: o desaparecimento

Por volta das 12h, Ana Sophia pediu à mãe para ir brincar na casa de uma amiga, algo que sempre costumava fazer. A mãe, em entrevista à TV Cabo Branco, a menina se arrumou, colocou um vestido azul florido e se despediu por três vezes.

De acordo com a família, como se trata de um local pequeno, onde todas as pessoas se conhecem, a menina era acostumada a fazer esse caminho.

De acordo com o delegado Thiago Cavalcanti, Ana Sophia não teria permanecido na residência, porque a amiga estava de saída com a família para Solânea.

As câmeras de segurança captaram Sophia conversando com uma amiga. No entanto, a menina não voltou para casa, portanto, a suspeita é de que ela tenha desaparecido nesse trajeto. O desaparecimento foi registrado na noite do dia 4 de julho.

5 de julho: início das buscas

No dia seguinte ao desaparecimento, a Polícia Civil começou a procurar pela menina, com apoio da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. Segundo o delegado Thiago Cavalcanti, a casa onde Sophia foi vista antes de desaparecer passou por buscas com os cães farejadores e também por perícia. A amiga da criança foi ouvida com ajuda de psicólogos, mas o conteúdo do depoimento não foi informado.

Uma força-tarefa foi montada, e as buscas já aconteceram na casa da menina, em imóveis vizinhos, em açudes e nas matas da região. Foram usados cães farejadores, drones, helicóptero, mergulhadores dos Bombeiros e até retroescavadeira para reduzir o volume de um açude.

6 de julho: buscas no açude

No dia 6 de julho, mergulhadores se juntaram à ação, considerando que perto de onde a criança morava existe um açude, porém sem sucesso.

7 de julho: buscas na mata

No dia 7 de julho, a menina passou a ser procurada em uma região de mata, nas redondezas do distrito. Uma equipe da delegacia de homicídios de João Pessoa foi para o local auxiliar nas buscas e investigações.

Também foram feitas perícias em duas residências. A primeira em um endereço ao lado da casa onde Sophia morava, pois ela foi vista no local antes de desaparecer. O delegado Thiago Cavalcanti explicou que o proprietário da casa permanece no local apenas durante o dia, pois tem uma plantação no quintal. O homem tem uma filha que costuma brincar com a criança desaparecida.

O segundo endereço periciado foi a casa onde o homem mora. A residência é de propriedade do pai dele. Nada foi encontrado em nenhum dos dois endereços.

Em depoimento, o homem informou que Ana Sophia esteve na residência dele pela manhã, mas retornou para casa e pediu à mãe para visitar a amiga.

O delegado Diógenes Fernandes, da delegacia de Solânea, que também acompanha o caso, disse à reportagem da TV Cabo Branco que, por causa do tempo do desaparecimento, a hipótese de homicídio passou a ser considerada. No entanto, há também a possibilidade de um sequestro.

O delegado também afirmou que a polícia considera a hipótese de que a menina tenha sido vítima de um crime cometido por alguém próximo.

No mesmo dia, a mãe de Ana Sophia, disse à TV Cabo Branco que recebeu a informação de que, no dia do desaparecimento da menina, um casal desconhecido esteve pela manhã e pela tarde no distrito procurando hotéis ou pousadas.

Até o momento, nenhuma informação foi confirmada, mas a Polícia Civil segue investigando. Qualquer informação sobre o caso pode ser informada pelo 197.

9 de julho: novos trabalhos em açude

No dia 9 de julho, o Corpo de Bombeiros voltou a trabalhar em um açude na região, desta vez com o uso de uma retroescavadeira, para tentar escoar a água e reduzir o volume do açude.

10 de julho: reforço nas buscas

Equipes do Corpo de Bombeiros de João Pessoa foram para Bananeiras reforçar as buscas por Ana Sophia na região. No início da tarde do dia 10 de julho, o delegado Diógenes Fernandes confirmou que buscas por Ana Sophia no açude foram encerradas, mas ela segue sendo procurada em todo o entorno do local onde desapareceu.

O delegado também afirmou que polícia considera a hipótese de que a menina tenha sido vítima de um crime cometido por alguém próximo. Caso segue sem suspeitos.

Mais de 100 pessoas do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Polícia Civil estão empenhadas nas buscas pela menina, além da ajuda de moradores.

13 de julho: boatos são negados pela polícia

A Polícia Civil informou que é falso que a mãe e a irmã de Ana Sophia Gomes tenham sido levadas para a Delegacia de Bananeiras para prestar novos depoimentos. A história circulou à tarde e rapidamente começaram boatos de que ambas poderiam ter envolvimento com o caso.

14 de julho: mandado de busca em pousada

No décimo dia de buscas, a Polícia Civil e o Corpo de Bombeiros da Paraíba cumpriram um mandado de busca em uma pousada do distrito de Roma, em Bananeiras. Mais uma vez foram usados drones e cães farejadores para fazer a varredura da área, mas por ora nenhuma pista foi encontrada.

No mesmo dia, o major Fernando, do Corpo de Bombeiros, explicou que nos últimos dias a força-tarefa responsável pelo caso mudou a estratégia da busca. Ao invés de ampliar cada vez mais as buscas, agora a Polícia Civil realiza as investigações e, a partir de algum “ponto de interesse”, aciona os bombeiros para fazer varredura em áreas específicas.

18 de julho: poço revisitado

O 3° Batalhão de Bombeiro Militar seguiu ao longo de todo o dia com a operação de busca pela criança no distrito de Roma, em Bananeiras, mas sem sucesso. É o 14° dia de desaparecimento. Entre os locais vistoriados, um poço foi revisitado pelas equipes, mas nada foi encontrado.

28 de julho: criação de força-investigativa

Em 28 de julho, a Polícia Civil anunciou a criação de uma força-investigativa com 11 agentes que devem atuar exclusivamente nas investigações sobre o desaparecimento de Ana Sophia. São dois novos delegados, um escrivão e oito investigadores.

15 de agosto: coleta de DNA da mãe da menina

A mãe da menina Ana Sophia também teve o material genético coletado pelo Instituto de Polícia Científica no dia 15 de agosto. De acordo com o delegado Diógenes Fernandes, a coleta de DNA é um procedimento padrão em casos de desaparecimentos, e tem o objetivo de auxiliar na investigação.

31 de agosto: buscas e apreensões em casas de Roma

Mandados de busca e apreensão foram cumpridos na quinta-feira, dia 31 de agosto, em imóveis do distrito de Roma, em relação ao desaparecimento da menina Ana Sophia. De acordo com o superintendente da 4ª região da Polícia Civil, Luciano Soares, a ação constitui mais uma fase da força-tarefa investigativa montada para solucionar o desaparecimento.

11 de setembro: desaparecimento de jovem que teve casa vistoriada

Um jovem que teve a casa vistoriada pela Polícia Civil no dia 31 de agosto também está desaparecido. De acordo com o delegado Luciano Soares, superintendente da 4ª região da Polícia Civil, o jovem, conhecido como Tiago Fernandes, saiu de casa pouco depois da vistoria, e não retornou mais. Ele é marido da professora de Ana Sophia.

Conforme Luciano Soares, a polícia ficou sabendo do suposto desaparecimento de Tiago no dia 11 de setembro. Apesar da casa dele ter sido vistoriada, o jovem não é considerado investigado, suspeito ou foragido da Justiça, e o sumiço dele está sendo tratado como um desaparecimento. A família dele não formalizou o caso, mas a polícia já iniciou a investigação.

“Imagens de câmeras coletadas em imóveis no centro de Bananeiras já demonstram que ele, após descer de um ônibus próximo à mata da UFPB, se dirigiu ao centro de Solânea, a poucos metros, de forma que ele também já foi visto no centro de Solânea, porém não retornou ao seu imóvel. Ele estava sozinho, o que aparentemente demonstra que o desaparecimento ocorreu de forma voluntária”, disse o delegado.

A defesa de Tiago e da esposa dele, professora de Ana Sophia, disse que o desaparecimento pode ter acontecido em um momento de surto.

“Qual é a linha investigativa? Que crime se investiga? Que motivação, em que circunstância? Naturalmente isso cria, em um cidadão que não é afeto a este tipo de comportamento, uma situação de constrangimento, de revolta e de exercício de indignação cidadã”, disse o advogado Marcos Alânio.

De acordo com a Polícia Civil, o desaparecimento de Tiago aconteceu no mesmo dia em que ele iria prestar um segundo depoimento na delegacia de Solânea, cidade vizinha à Bananeiras.

“Eu estive na delegacia, combinei de que viríamos às 15h para receber o carro dele que foi apreendido e que eu o acompanharia para receber o carro. Ele saiu de casa por volta de 12h30, usando camisa e short, sem conduzir qualquer outro tipo de acessório ou bolsa, nada”, disse o advogado.

Situação atual da investigação

Mais de dois meses depois do desaparecimento, o caso continuava sem solução. A Polícia Civil da Paraíba busca manter sigilo sobre o caso para preservar a eficácia das investigações e pouco diz sobre perícias, suspeitos ou novas pistas da localização da menina. Desde então, não se tem muitas informações sobre o andamento das investigações e o paradeiro da criança ainda é desconhecido.

De acordo com a delegada Maíra Roberta, diligências são realizadas continuamente com o objetivo de solucionar o caso. Ela defende que cabe à autoridade policial que lidera uma investigação zelar pelo sigilo das investigações para preservar todos os envolvidos do caso, seja vítima, família, testemunhas ou pessoas investigadas.

“As diligências que são realizadas no decorrer das investigações não podem ser repassadas em detalhes, sob pena de se tornar uma investigação pública, infrutífera ou ineficaz”, afirmou a delegada.

Por g1 PB

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