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Caso Padre Zé: após rombo milionário, TCE-PB orienta hospital a instalar sistema de controle de recursos

Padre Egídio de Carvalho Neto, 56 anos, é suspeito de liderar um esquema criminoso que teria desviado R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA) ao longo dos últimos 10 anos.

Publicado: 20/11/2023

FOTO: REPRODUÇÃO

O presidente do Tribunal de Contas do Estado, conselheiro Nominando Diniz Filho, recebeu nesta segunda-feira (20), em audiência, o padre George Batista, atual presidente do Instituto Padre Zé, unidade mantenedora do Hospital Padre Zé, instituição que foi alvo de escândalo, após o episódio de corrupção, que afastou o ex-diretor, Padre Egídio, envolvido em irregularidades denunciadas pelo Ministério Público Estadual (Gaeco).

Padre George, como é conhecido, esteve acompanhado da assessora Valdênia Figueiredo Inácio. Na oportunidade, ele requereu ao conselheiro apoio do TCE para ampliar a transparência dos recursos que são transferidos pelos órgãos públicos. Solicitou ainda a orientação do Tribunal no tocante à prestação de contas (PCA), inclusive em relação aos valores creditados e utilizados pela instituição na manutenção do Hospital e das ações sociais voltadas às pessoas carentes.

O Padre Egídio de Carvalho Neto, 56 anos, é suspeito de liderar um esquema criminoso que teria desviado R$ 140 milhões do Hospital Padre Zé e da Ação Social Arquidiocesana (ASA) ao longo dos últimos 10 anos.

O padre George revelou ao presidente as dificuldades que está enfrentando, diante da situação em que se encontra o Instituto, inclusive, no que tange aos compromissos diários que precisam ser mantidos para fazer o hospital funcionar em condições mínimas de humanidade, tendo em vista que são dezenas de pacientes internos, precisando do acompanhamento dos médicos e enfermeiros, medicamentos e demais atividades de apoio.

O conselheiro Nominando Diniz disse ao sacerdote que o TCE tem sido parceiro no apoio ao Ministério Público, contribuindo com a investigação que está sendo realizada com o intuito de apurar as responsabilidades pelos desvios de recursos transferidos ao Instituto, na ordem de R$ 150 milhões, sob a responsabilidade do ex-diretor, Padre Egídio.

Segundo as investigações do Gaeco, os valores recebidos pela direção anterior teriam sido utilizados para compra de imóveis pessoais, peças de artes e objetos de alto valor financeiro. Nominando orientou ao padre para que o Instituto introduza um sistema de controle financeiro na internet, espaço para publicação de toda a movimentação financeira, mostrando com transparência a destinação dos créditos e dos débitos realizados pela instituição. O diretor de Tecnologia da Informação do TCE, auditor Ed Wilson, também participou da reunião.

Portal Paraíba

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