Especialistas apontam importância da fisioterapia na gestação e no trabalho de parto

Professores do curso de Fisioterapia da Unifacisa destacam que atendimento fisioterapêutico previne dores, edema e outros incômodos durante a gestação.

1 de outubro de 2019   

Durante o processo de gestação, diversos cuidados são essenciais para saúde e bem-estar das mulheres grávidas, incluindo a assistência fisioterapêutica. Devido às transformações do organismo materno para preparar o corpo da mãe para a chegada do bebê, as gestantes podem apresentar desconfortos e/ou disfunções diversas. Professora do curso de Fisioterapia da Unifacisa, Maíra Belo explica quais são esses sintomas e reforça a importância do tratamento fisioterapêutico para as grávidas.

“Na gravidez, o corpo da mulher passa por várias alterações, com novos hormônios sendo excretados em seu organismo, para que o mesmo se adapte ao crescimento do bebê dentro dela. Por outro lado, os hormônios também transformam adaptações fisiológicas em patológicas, causando dores e desconfortos”, explica a professora.

Maíra pontua os principais incômodos das grávidas durante a gestação. “As grandes queixas incluem dores na coluna, nos glúteos, na região do púbis, entre outros locais, que são relacionados a uma instabilidade que a gestante tem durante a gravidez. Há também a falta de ar e o edema, que acabam dificultando a mobilidade da grávida em um contexto geral”, relata a especialista, que também lista as atuações da fisioterapia no processo de gestação.

“Nesse contexto, a fisioterapia trabalha com reeducação postural e exercícios que vão aliviar os quadros de dor. Além disso, são utilizados vários recursos, como ventosas, agulhamento a seco, bandagens elásticas, entre outros. A fisioterapia também acaba atuando no controle da ansiedade, pois os exercícios liberam hormônios que ajudam no controle psicológico”, completa Maíra.

Durante o parto, o tratamento fisioterapêutico também tem um papel fundamental, segundo o professor do curso de Fisioterapia da Unifacisa, Jânio Alves. “Tanto no parto como no pós-parto, o fisioterapeuta atua utilizando métodos não-farmacológicos de alívio da dor, como eletroterapia, massagem, uso de bolas suíças e movimentos. Esse trabalho também ajuda a reduzir a duração do trabalho de parto, evitando a fadiga e o desconforto da gestante”, diz.

“Destarte, a assistência fisioterapêutica ao ciclo gravídico-puerperal apresenta-se como uma importante alternativa na promoção da saúde materno-fetal”, afirma Gabriela Campos, coordenadora do curso de Fisioterapia da Unifacisa e professora de Saúde da Mulher.

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