Congresso promulga PEC que acaba com a escala 6×1 nesta sexta-feira

Considerado um trunfo político para o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o fim da escala 6×1 como uma conquista histórica dos trabalhadores.

Publicado: 16/10/2026

Foto: Reprodução



O Congresso Nacional promulga, nesta sexta-feira (16), a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6×1 no Brasil. A sessão solene deve começar às 9h e ocorre dois dias após a aprovação definitiva do texto pelos senadores, em meio a uma disputa política entre o governo e a oposição sobre a medida.

Considerado um trunfo político para o governo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o fim da escala 6×1 como uma conquista histórica dos trabalhadores. O chefe do Executivo, inclusive, irá participar da cerimônia. O petista tem a redução da jornada de trabalho como uma de suas principais bandeiras para a disputa eleitoral e quer explorar a “foto” da consolidação da medida no Legislativo.

Na noite de quarta-feira (14), o Senado aprovou da PEC em dois turnos em uma votação com enorme apoio, sendo que 75 parlamentares foram favoráveis e apenas um contrário. O texto já havia sido aceito pela Câmara dos deputados em maio deste ano. A aprovação ocorreu depois de uma mudança por parte da oposição, que chegou a negociar um possível adiamento da análise após o segundo turno das eleições presidenciais.

Como o Senado manteve o texto aprovado pela Câmara anteriormente, a proposta não precisou retornar à análise dos deputados. Por se tratar de uma emenda constitucional, a medida não depende de sanção presidencial. Depois disso, o texto é publicado no Diário Oficial da União, e passam a contar os prazos de transição.

O que diz a PEC da 6×1

O texto reduz a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais, assegura dois dias de repouso semanal remunerado e impede a redução de salários. A garantia vale para os contratos já existentes e alcança também os pisos salariais das categorias.

A mudança não será imediata. A PEC prevê uma transição de 14 meses, contados a partir da publicação da emenda, em duas etapas: dois meses após a publicação, a jornada cai para 42 horas semanais e os trabalhadores passam a ter direito a dois dias de descanso, sendo um deles preferencialmente aos domingos e após mais 12 meses, a jornada chega às 40 horas semanais.

O limite de oito horas diárias é mantido, e o texto permite mecanismos de compensação de horários. As duas folgas não precisam ser consecutivas. Acordos ou convenções coletivas podem estabelecer regimes excepcionais, desde que garantam média de dois dias de descanso por semana ao longo do mês e ao menos uma folga a cada sete dias.

Com CNN



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