O Conselho Federal de Medicina (CFM) manteve suspenso o registro médico do pediatra Fernando Cunha Lima, acusado de estupro de vulnerável. A princípio, houve uma interdição cautelar feita pelo Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB).
O pediatra ficará impossibilitado de exercer a profissão pelo tempo que for determinado e, enquanto isso, deverá ocorrer um processo ético profissional dando amplo direito de defesa ao acusado para apresentar suas alegações.
A suspensão é de inicialmente 180 dias, prorrogável por igual período. A decisão estava em vigor desde a determinação do CRM-PB, mas, com a renovação do recurso pelo Conselho Federal, a contagem do prazo iniciou a partir da determinação desta terça.
Denúncias
O inquérito policial aponta uma padronização na forma do médico agir para praticar os abusos. Diversas denúncias evidenciaram que Fernando Cunha Lima tinha o hábito de entregar a recita médica no inicio da consulta. De acordo com os pais das crianças, a letra do pediatra é muito difícil de ler, e enquanto eles estariam tentando ler a receita, supostamente aconteciam os abusos.
Outra mãe relatou que o médico agia com brincadeiras para trazer mais confiabilidade para os pais e para as crianças. Essa mãe, também em entrevista, afirmou que por se tratar de médico ia criando confiança, apesar dos comportamentos estranhos “Mas depois de tudo o que aconteceu, eu percebi que a minha filha sempre se contraía todas as vezes que ele ia examiná-la”, afirmou.
Sobre o caso
O caso veio à tona, após a mãe de uma criança de nove anos denunciar o crime de abuso sexual praticado contra a filha. Após essa denúncia, diversas famílias também prestaram depoimento contra o pediatra.
Uma das denúncias, foi feita pela própria sobrinha do médico, Gabriela Cunha Lima, que afirmou que sofreu abuso do tio há mais de 30 anos. Ela contou, em detalhes, que o caso aconteceu quando eles estavam na casa de praia do tio, no ano de 1991.
Fonte: Portal Correio












