EM CG: Grupo teatral estudantil encena peça sobre corrupção, no Severino Cabral

O grupo teatral “Leão das Artes”, pretende abordar as pequenas corrupções do nosso dia a dia, através do teatro-mudo

29 de agosto de 2018   

Teatro Severino Cabral, em Campina Grande (Foto: Mais PB)

A Escola Estadual Anésio Leão, no bairro da Palmeira, em Campina Grande, sofreu, por muito tempo, com o estigma por diversos casos de violência registrados.As páginas policiais mancharam a imagem, entretanto o que se vê hoje é bem diferente.

Essa imagem ficou no passado, e só tende a melhorar, através da arte. Isso é o que garante o professor de Artes do Colégio, Iago Josef, que decidiu utilizar as artes cênicas para oferecer um caminho diferente aos alunos. Desde Junho deste ano, o professor vem desenvolvendo, com o grupo teatral “Leão das Artes”, a próxima atração. Envolvendo cerca de 40 alunos-atores,as ideias começaram dentro das salas de aula, e agora vai ganhar os palcos.

O espetáculo “Corruptores”, os atores pretendem fazer o público refletir sobre a corrupção nossa de cada dia. A encenação não tem falas, e através de gestos os alunos vão abordar os pequenos atos de corrupção do dia a dia. “A peça não tem falas, apenas gestos, e fala sobre as corrupções do nosso dia a dia , que perpassa todo ser humano, porque é algo que cometemos até de forma inconsciente”, desmistifica o professor.

Das salas de aula, a peça será levada para um dos principais palcos da cultura local: o Teatro Municipal Severino Cabral, em Campina Grande. As apresentações vão acontecer nos dias 12 e 13 de Setembro, às 19h. Os organizadores não definiram preços para os ingressos, deixando a critério do público o preço que vai pagar. “Por meio desse trabalho quer buscar transformação, fazendo o estudante refletir sobre quem ele é na nossa sociedade. São reflexões, que a partir do fazer artístico, nos leva a fazer reflexões sociais”, destaca.

O professor de Arte, Iago Josef, é o diretor  do espetáculo, que tem na assistência de Direção e Produção de  Letícia Oliveira, com a assistência de produção de Alan Kardec.

Redação