Empresa têxtil da PB expande a plantação de algodão colorido orgânico em comunidade Quilombola

A plantação é feita com contrato de compra garantida e o preço pago pelo quilo do algodão colorido está entre os mais altos do mercado.

16 de abril de 2019    [post-views]

Da criação às mãos do consumidor, as redes de dormir, mantas, almofadas e cortinas da Santa Luzia Redes e Decoração sempre foram orientadas pela responsabilidade ambiental, social e econômica. Para atender à crescente demanda por produtos sustentáveis que são exportados para vários países, a empresa deve dobrar o produção de algodão colorido orgânico e incluiu a parceria dos povos tradicionais da região. 

O quilombo Terra Nova soma-se a outras comunidades já mapeadas pelo programa de expansão do plantio como as dos municípios de Brejo do Cruz e de Paulista. 

Na Paraíba, são 39 Comunidades Remanescentes de Quilombo e a maioria vive apenas de agricultura de subsistência, sem geração de renda. Em São Bento, região do sertão, a ação da empresa têxtil deve contribuir para mudar este cenário do Quilombo Terra Nova. 

A plantação é feita com contrato de compra garantida e o preço pago pelo quilo do algodão colorido está entre os mais altos do mercado.

Na entressafra, os agricultores plantarão milho, feijão e batata doce. “O objetivo da empresa é que o algodão colorido  volte a garantir renda para o homem do campo porque tem valor agregado”, explica Armando Dantas, CEO da Santa Luzia. O feijão serve para a alimentação, mas não gera renda porque o valor é baixo, portanto, não garante a sustentabilidade destas comunidades. 

Ascom