Incêndio no Parque do Povo completa três meses, e barraqueiros questionam “silêncio” da PMCG e Aliança

O prejuízo causado às 24 barracas e seis quiosques chega a R$ 175 mil

3 de outubro de 2018   

Incêndio no Parque do Povo. (Imagem Ilustrativa)

No dia 30 de Junho deste ano, um incêndio causado no Parque do Povo, local onde acontece o Maior São João do Mundo, em Campina Grande, destruiu cerca de 24 barracas e seis quiosques. Durante as investigações, o Corpo de Bombeiros disse que o incêndio foi causado devido a explosão de um botijão de gás de uma das barracas, fazendo com que aquele dia toda a programação da festa fosse cancelada. O prejuízo aos comerciantes gira em torno de R$ 175 mil.

Três meses depois do ocorrido, os comerciantes cobram da prefeitura municipal de Campina Grande, e da Aliança Comunicação e Cultura, empresa responsável pela festa, e da Medow Promo, que cuida da parte de estrutura física, e da Sercosi Corretora de Seguros, providências quanto ao pagamento de indenizações aos comerciantes prejudicados. É o que garante o presidente da Associação dos Barraqueiros do Parque do Povo, Lucinei Cavalcanti, que fez uma cobrança aos envolvidos. “Até agora só chegaram ajudas, que não cobrem os prejuízos da festa”, completa.

De acordo com Lucinei, até o momento a prefeitura ajudou financeiramente com R$2,5 mil, para os comerciantes que tem barracas, e R$ 1,5 mil para os quiosques. Já Aliança, contribuiu com R$ 2 mil para cada comerciante, sendo R$ 550 para quiosques e R$1,3 mil para barracas. O representante da classe explica que a empresa chamou, individualmente, cada comerciante para assinar uma declaração, relatando que foi perdido no incêndio,  solicitando uma comprovação das perdas.

“Até agora, nenhuma resposta foi dada e já completaram três meses do ocorrido, inclusive o laudo do incêndio já saiu”, complementa Lucinei. De acordo com ele, a seguradora está dando toda a assistência, de modo que R$ 270 mil seria um valor suficiente para indenizar todos os barraqueiros. “A seguradora está colaborando com a resolução do problema. A questão maior é o silêncio da prefeitura e da Aliança”, assinala.

Para chegar a uma solução, a Associação realiza nesta quinta-feira(04), um ato em frente ao escritório da empresa Aliança, no Parque do Povo, com os 30 comerciantes prejudicados, previsto para iniciar por volta das 10h.

Redação