Ministério Público discute medidas de preservação da pedra de Santo Antônio, em Fagundes

Tido como um dos principais pontos turísticos da Paraíba, quem passa por baixo da pedra três vezes, consegue pretendente para casamento

4 de setembro de 2018   

Pedra de Santo Antônio, localizado na Serra do Bodopitá, em Fagundes. (Foto:Globo)

Foi realizada nesta segunda-feira(03), na Promotoria de Justiça Cumulativa de Queimadas, uma audiência para discutir medidas de preservação do local onde fica a pedra de Santo Antônio. Participaram da audiência a prefeita do município, Magna Madalena, e o presidente da Câmara de Vereadores, Alexandro Dantas Souza. A idéia foi do promotor de justiça de Queimadas, Márcio Teixeira de Albuquerque, após uma série de denúncias formuladas ao Ministério Público.

No local conhecido como Serra do Bodopitá, que compreende os municípios de Fagundes, Queimadas e Caturité, está sendo ocupada por comerciantes de alimentos que estariam levantando construções desordenadas, comprometendo a paisagem e a preservação ambiental do local.

Para o promotor e os representantes dos poderes públicos de Fagundes, a questão seria resolvida em definitivo mediante a criação de uma Área de Preservação Ambiental (APA), o que exige análises e laudos mais aprofundados. Para tanto, o promotor Márcio Teixeira de Albuquerque vai realizar nova audiência, em data a ser definida, que deverá contar com representantes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico da Paraíba (Iphaep), para os encaminhamentos que a questão exige.

Tido como um dos principais pontos turísticos da Paraíba, a pedra que fica na Serra do Bodopitá tem seu nome em homenagem a Santos Antônio de Lisboa. De acordo com a tradição popular, quem passa por baixo dela três vezes, consegue pretendente a casamento no ano subsequente.

A Serra do Bodopitá é uma área com matas e fontes de água doce, utilizada por praticantes de esportes de aventura, como o trekking (trilhas pelas matas). No local, ainda existe o Sítio das Laranjeiras, uma rocha situada à beira de um penhasco, que revela dezenas de pinturas rupestres, feitas pelos índios que habitavam o lugar no passado.

Redação com MP