Dados do Boletim Infogripe, da Fiocruz, revelam que o mês de junho deve registrar crescimento de casos de Covid-19, gripe e outras síndromes respiratórias agudas graves na Paraíba. Segundo análise da Semana Epidemiológica (SE) 19, no período de 9 a 15 de maio, há 75% de probabilidade de que, em seis semanas, haja crescimento das SRAG’s na Paraíba. Ou seja, na última semana de junho esse aumento de casos deve ser consolidado.
A nova edição do Boletim InfoGripe da Fiocruz alerta que muitos estados, que tiveram redução do número de casos de SRAG nas semanas anteriores, apresentam tendência de reversão ou aumento. A análise é referente à Semana Epidemiológica (SE) 19, no período de 9 a 15 de maio. A incidência de doenças respiratórias, que em casos graves demanda hospitalização ou resulta em óbitos, se deve atualmente, em grande parte, devido a infecções por Sars-CoV-2 (coronavírus). A análise mostra que 8 das 27 unidades da Federação apresentam sinal de crescimento.
Boletins anteriores do InfoGripe já apontavam que, mesmo com redução ou estabilidade, os números de casos ainda permaneciam muito altos, demonstrando a forte pressão sobre o sistema de saúde. “É importante ter redução sustentada de número de casos para uma recomposição do sistema de saúde, inclusive com vistas a reduzir a taxa de ocupação de leitos”, destaca o pesquisador Marcelo Gomes, coordenador do InfoGripe.
Oito das 27 unidades da Federação apresentam sinal de crescimento. É o caso de Amazonas, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Tocantins, Distrito Federal e Rio de Janeiro. Entre os demais, observa-se indícios de interrupção da tendência de queda na Bahia, Espírito Santo, Goiás, Mato Grosso, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Sergipe, e São Paulo. Também foi verificada tendência de estabilização em Minas Gerais e Piauí, embora nesses dois estados os indícios não sejam tão claros quanto nos anteriores.
No Paraná, Rio Grande do Sul e São Paulo, mais da metade das macrorregiões de saúde apresentam tendência de crescimento. No Amazonas, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro, Santa Catarina, Sergipe e Tocantins mais da metade das suas macrorregiões estão em situação de crescimento ou interrupção de queda.
Óbitos por SRAG no país
Os óbitos SRAG (Síndrome Respiratória Aguda Grave), independentemente de presença de febre, encontram-se na zona de risco, com ocorrências de casos muito altas. Desde 2020 até a presente atualização foram registrados um total de 306.079 óbitos. Destes, 126.874 são óbitos referentes a casos do ano epidemiológico 2021, sendo 109.091 (86%) com resultado laboratorial positivo para algum vírus respiratório, 7.981 (6,3%) negativos e cerca de 3.115 (2,5%) aguardando resultado laboratorial. Entre os positivos, 0% influenza A, 0% influenza B, 0,1% vírus sincicial respiratório (VSR) e 99,0% Sars-CoV-2 (Covid-19). Levando em conta a oportunidade de digitação, estima-se que já ocorreram 315.654 casos de SRAG desde 2020, podendo variar entre 312.654 e 319.326 até o término da semana 19 de 2021.
Fonte: ClicKPB
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