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Delação envolvendo Adriano Galdino reflete diretamente em Pocinhos

Adriano Galdino e Eliane Galdino. (Foto: Reprodução Facebook)

 A delação premiada da ex-secretária de Administração, Livânia Farias, não para de trazer novidades dos bastidores da política paraibana. Em trecho da delação, Livânia revelou, com riquezas de detalhes, um esquema de compra de apoio de deputados estaduais, mediante o pagamento mensal de propina oriunda da Cruz Vermelha.

A ex-secretária afirmou que um dos beneficiados era o atual Presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB).  Ainda de acordo com a ex-secretária, os valores do mensalão ficavam em torno de R$ 30 a R$ 50 mil e apesar de receber das mãos de Roberto Santiago, os parlamentares tinham conhecimento que a propina era paga pelo Governo do Estado. “Quando atrasava, os deputados iam até meu gabinete cobrar o pagamento”, diz Livânia na delação.

Galdino comandou o executivo pocinhense por três mandatos, conseguindo emplacar um sobrinho no poder executivo. No entanto, o filho ilustre de Pocinhos sofreu duas derrotas consecutivas, sendo as últimas protagonizadas pela esposa Eliane Galdino (PSB).

O atual prefeito da cidade Cláudio Chaves Costa finaliza seu último ano de mandato (dois mandatos) e nos próximos meses deverá apresentar o “candidato do grupo”.

A delação envolvendo o nome de Galdino refletiu diretamente na cidade, em um ano decisivo.

Galdino nega as acusações:

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino (PSB), contestou trecho da delação premiada da ex-secretária de Administração do Estado, Livânia Farias, no qual a delatora afirmou que o deputado recebeu propina da Cruz Vermelha em troca do apoio aos projetos do Governo do Estado na Assembleia Legislativa.

Galdino apontou inconsistência na delação de Livânia, já que em 2013, período em que foi paga a propina para os deputados, ele ocupava a Secretaria de Governo da Paraíba. “Ela disse que o pagamento era para votar matérias a favor do governo, mas eu não estava na Assembleia Legislativa. Nessa época, eu era secretário de Estado”, argumentou.

O presidente da ALPB revelou ainda, que de fato, esteve apenas vez no escritório do empresário Roberto Santiago para discutir eleição da Mesa Diretora da Assembleia. “Fui a pedido de Rômulo Gouveia para conversar sobre a eleição da Mesa da ALPB. Eles queriam que eu apoiasse o candidato do governo, mas deixei claro o meu compromisso com a candidatura de Ricardo Marcelo. Se ela (Livânia) disse que eu pagava dinheiro no escritório, basta pegar o circuito interno da câmeras”, finalizou.

REVEJA TRECHO QUE GALDINO É CITADO:

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Redação

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