
O delegado e os dois policiais de Sergipe, acusados da morte do empresário Geffeson Moura, durante operação na Paraíba foram soltos nessa quarta-feira (21), após decisão judicial. O inquérito do caso foi finalizado no último dia 18 e foi solicitada a prisão preventiva dos três envolvidos, mas o juiz recusou. Eles são acusados de homicídio qualificado e fraude processual.
Os três réus estavam em prisão temporária desde 23 de abril, em Aracaju, no estado de Sergipe. O delegado Osvaldo Resende Neto e o policial civil José Alonso Santana estavam presos na Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core). Já o policial militar Gilvan Moraes de Oliveira estava no Presídio Militar.
Agora, o juiz Rossini Amorim Bastos indeferiu o pedido de prisão preventiva dos policiais, que poderão aguardar o julgamento em liberdade. Em entrevista, o advogado Geraldo Quirino, que é tio da vítima, disse que vai recorrer da decisão.
Ao concluir o caso, o delegado Glauber Fontes destacou alguns pontos que justificam o pedido de prisão preventiva dos policiais sergipanos.
“Os policiais estavam ali não para prender, mas para executar, pois os disparos comprovam isso, sendo oito disparos à queima roupa. Além disso, para tentar ludibriar a investigação eles jogaram uma arma no carro da vítima e apresentaram essa arma apenas na Delegacia de Patos e não no local do crime, caracterizando o crime de fraude processual”, disse o delegado Glauber Fontes.
Outros agravantes foram encontrados durante a investigação da Polícia Civil da Paraíba, que revelou que o delegado da Polícia Civil de Sergipe, Osvaldo Resende, já tinha envolvimento em uma situação muito semelhante no ano de 2020 em Tamandaré, quando assassinou o tio de Luiz Henrique, que era o alvo que eles realmente queria, ou seja, já havia um problema familiar entre a equipe do delegado e o investigado Luiz Henrique, que era o alvo que eles procuravam”, destacou Glauber Fontes.
O que o relatório aponta é que o advogado Geffesson de Moura Gomes foi morto por engano, pois o alvo da equipe sergipana era o investigado Luiz Henrique Cunha Carvalho. Outro ponto é a questão da arma que foi atribuída a Geffesson. Segundo o delegado Glauber Fontes, a arma tinha sido revendida para um policial militar do estado de Sergipe.
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