DESPREPARO: Prefeita veta projeto que visa “Utilidade Pública” de companhia de teatro: “O município não possui essa lei”

Publicado: 13/12/2017



Maísa Souto assume prefeitura interinamente. O atual prefeito, Claudio Chaves, passou por procedimento cirúrgico. (Foto/Redes Sociais)

A prefeita interina de Pocinhos, Maísa Souto, vetou o projeto de lei Nº 021/2017, aprovado por unanimidade pela câmara, de autoria da vereadora Mônica de Beto (PSB). O projeto visa declarar de Utilidade Pública Municipal a Companhia de Artes Cênicas Cosmo, da própria cidade.

Maísa justificou que o município de Pocinhos não possui lei que determine os requisitos legais para a decretação de utilidade pública: “O projeto é baseado apenas em afirmações trazidas e justificativas da lei, não existindo qualquer documentação comprobatória que os demostre”, justifica o veto.

Vereadora Mônica de Beto, autora da propositura.

A autora da propositura lamentou a posição da prefeita interina e disse que o projeto visa enaltecer uma companhia de artes conhecida nacionalmente e que é composta por artistas pocinhenses. “Mais uma vez o poder executivo mostra que não é sensível as nossas causas culturais. Essa foi mais uma prova que a cultura não tem apoio e os nossos artistas não são reconhecidos e agraciados como gostaríamos”, frisa Mônica de Beto.

Mônica ainda justificou a importância da Companhia para o município e destaca grandes eventos culturais promovidos por ela. “Desde 2005 que é realizado a Paixão de Cristo, reconhecida em todo o estado. Esse ano a companhia realizou a primeira Paixão de Cristo com atores da melhor idade. Desenvolve o projeto “Danço Sim, Senhora”, no centro de idosos. Projeto Mais Cultura na Escola e participou esse ano do Festival do Folclore Brasileiro, em Olímpia”, justifica a importância da CIA.

Mônica ainda finaliza argumentando que essa não foi a primeira ação do poder público que menospreza as manifestações culturais locais. “Na verdade, essa não foi a primeira vez que os nossos artistas são menosprezados. Eles contam com pouquíssimo apoio da prefeitura. Relembro nossas quadrilhas juninas e demais grupos de dança, que precisam realizar constantemente rifas para arrecadar dinheiro e manter viva nossa cultura”, finaliza.

Projeto aprovado por unanimidade pela Câmara
Justificativa do veto

Redação

 



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