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Diretor da Casa de Acolhimento Irmã Luciana fala sobre o trabalho realizado pela Instituição, e destaca importância da adoção tardia

O diretor da Casa de Acolhimento Irmã Luciana, Eric Diniz, em entrevista ao Programa Se Liga PB, na manhã desta quarta-feira (20), falou sobre a importância do trabalho desenvolvido pela Instituição, inaugurada em agosto do ano de 2019, na cidade de Esperança, como uma Organização Governamental, que visa o acolhimento de crianças e adolescentes de 0 a 18 anos, que precisam de assistência.

Segundo Eric, o Sistema de Assistência Social possui uma linha operacional de sistema básico, mais ligado ao CRAS; média, ligado ao CREAS; e alta complexidade, que é o caso da Casa de Acolhimento Irmã Luciana.

O diretor contou que atualmente 20 crianças se encontram acolhidas, e através de um Consórcio Intermunicipal de Assistência Social com origem em Esperança, crianças de outros municípios também são atendidas, e citou as cidades de Areial, Montadas e São Sebastião de Lagoa de Roça.

“Acolhemos crianças dessas cidades e temos também outras parcerias”, disse.

Na ocasião Eric ainda falou sobre o Projeto de Apadrinhamento das crianças acolhidas lançado recentemente. O Projeto Meu Padrinho Legal, foi criado para possibilitar as crianças em situação de acolhimento da instituição, a partir de 8 anos de idade e adolescentes, uma convivência familiar e comunitária prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, e acontece por meio do Núcleo de Apadrinhamento Infanto-juvenil, criado pela portaria 01/2020.

Vale ressaltar que o apadrinhamento não é adoção, uma vez que a adoção é algo mais criteriosa, é um projeto que visa um maior convívio social por meio da interação comunitária, através de um apadrinhamento afetivo, financeiro ou social, dependendo da disponibilidade das pessoas e das instituições, que escolhem um dos tipos de apadrinhamento e a criança que vai ser apadrinhada.

O diretor da Casa de Acolhimento destacou a importância da conscientização quanto a adoção, uma vez que geralmente a procura é por crianças mais novas, e incentivou também a adoção tardia.

“Temos muitos casais habilitados, mas eles só querem crianças de 0 até 3 anos, e a maioria dos nossos perfis é acima de 7 anos que se enquadra na adoção tardia. Os casais não têm uma visão ampla de adoção”, explicou.

Quanto ao Projeto de apadrinhamento, que não é adoção, como já foi citado, os interessados devem procurar o Fórum de Esperança e falar com a equipe interdisciplinar, ou a própria direção da Casa de Acolhimento que orientará sobre os procedimentos.

Redação

Redação

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