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Dois ex-assessores de Bolsonaro são detidos e Moraes manda ex-presidente entregar o passaporte em 24h

Na esteira da Operação Tempus Veritatis, dois ex-assessores especiais de Bolsonaro, Marcelo Câmara e Filipe Martins, foram presos nesta quinta-feira (08), juntamente com outros militares.

Publicado: 08/02/2024

FOTO: REPRODUÇÃO

O ex-presidente Jair Bolsonaro foi instruído pelo Ministro Alexandre de Moraes a entregar seu passaporte em 24 horas, como parte de uma operação que investiga uma suposta “organização criminosa” envolvida na tentativa de golpe de Estado e subversão do Estado Democrático de Direito, visando manter Bolsonaro no poder para obter vantagens políticas.

Na esteira da Operação Tempus Veritatis, dois ex-assessores especiais de Bolsonaro, Marcelo Câmara e Filipe Martins, foram presos nesta quinta-feira (08), juntamente com outros militares, conforme informações divulgadas pela Polícia Federal.

Além disso, a operação da PF tem como alvos figuras como Braga Netto, Augusto Heleno, Valdemar Costa Neto e outros aliados de Bolsonaro.

A ação policial envolve a execução de 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão. Estas últimas incluem a proibição de contato com outros investigados, a proibição de saída do país com a entrega dos passaportes em 24 horas, além da suspensão do exercício de funções públicas.

A operação está em andamento em estados como Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.

A investigação, segundo a Polícia Federal, é resultado de informações obtidas por meio da delação de Mauro Cid e de outras investigações em curso. Além dos ex-assessores de Bolsonaro, a operação também levou à prisão de dois militares da ativa: o coronel Romão Correa Neto e o major Rafael Martins de Oliveira. O Exército está apoiando a PF em alguns dos mandados.

Ainda de acordo com informações reveladas, há 16 militares entre os alvos da operação, incluindo membros das Forças Especiais do Exército, conhecidos como “kids pretos”, cuja existência remonta a 1957, conforme dados fornecidos pelo próprio Exército.

PB Agora

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