A poucos dias para o fim do prazo das convenções partidárias, a maioria dos partidos definiu candidato à Presidência, e as campanhas eleitorais de 2026 começam a ganhar forma.
As candidaturas a seguir foram aprovadas pelos filiados dos partidos durante as respectivas convenções partidárias, liberadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 20 de julho a 5 de agosto. Com isso, acaba na quarta-feira o prazo para as siglas discutirem a formação de coligações — quando os partidos se unem para disputar uma eleição em aliança. Mas, mesmo com a maior proximidade ao dia da votação, ainda faltam algumas etapas até o início das campanhas eleitorais (leia mais abaixo).
Até esta terça-feira (4), foram oficializados os seguintes candidatos:
Luiz Inácio Lula da Silva (PT): atual presidente, tentará um quarto mandato. Foi oficializado ao lado de Geraldo Alckmin, do PSB, repetindo a chapa de 2022. A candidatura foi oficializada no dia 2 de agosto em São Paulo, durante a convenção nacional do PT.
Flávio Bolsonaro (PL): senador pelo Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. As pesquisas mostram que ele é o principal concorrente de Lula na corrida presidencial. A candidatura foi oficializada em 25 de julho, também em São Paulo. Até agora, não foi anunciado o nome que vai compor a chapa como vice.
Renan Santos (Missão): o ativista político é estreante na política e lidera o Movimento Brasil Livre (MBL), fundado por ele e pelo hoje deputado federal Kim Kataguiri. O Missão foi o primeiro partido a realizar a convenção, de forma online, por motivos de segurança, segundo Renan. O vice de Renan é o militar da reserva Aroldo Medina. A sigla fez um evento para apoiadores em 1º de agosto, em São Paulo, para oficializar a candidatura de Renan;
Ronaldo Caiado (PSD): o ex-governador de Goiás tenta a eleição presidencial pela segunda vez desde 1989. Formou uma chapa “pura” ao lado do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab. Oficializou a candidatura em 26 de julho na cidade de São Paulo.
Romeu Zema (Novo): ex-governador de Minas Gerais por dois mandatos consecutivos, Zema confirmou a candidatura em convenção nacional realizada virtualmente, seguida de um anúncio oficial em Brasília, em 27 de julho. Ele ainda não definiu o nome de seu vice.
Leonardo Avalanche (PRTB): presidente do partido desde 2024, o político teve a candidatura confirmada durante convenção realizada em Goiânia no dia 30 de julho. A policial militar veterana Tenente Dalma será vice, formando mais uma chapa pura.
Edmilson Dias (PCB): O professor e doutor em economia é o atual secretário-geral do PCB. O nome dele foi oficializado para a disputa pelo Planalto em evento realizado em São Paulo no dia 1 de agosto. A vice dele será Cleusa Santos.
Hertz Dias (PSTU): professor da rede pública do Maranhão, rapper e ativista do movimento negro, terá a professora da rede pública de Belo Horizonte e militante de mulheres e da classe trabalhadora Vanessa Portugal como vice. A chapa foi confirmada em 31 de julho, em São Paulo.
Samara Martins (UP): dentista no SUS (Sistema Único de Saúde), Samara disputou as eleições de 2022 como vice de Léo Péricles, atual presidente da sigla. Para este ano, o partido definiu uma chapa 100% feminina, com a guarda-portuária Raquel Brício como vice. A oficialização da candidatura foi realizada em São Paulo no dia 26 de julho.
Augusto Cury (Avante): Psiquiatra, Cury ganhou notoriedade como autor de livros no segmento de autoajuda. A candidatura foi homologada em 3 de agosto, em São Paulo. A posição de vice está indefinida.
Wilson Grassi (Democrata): veterinário e paulista, Wilson teve sua candidatura confirmada em 2 de agosto durante convenção nacional realizada no Rio de Janeiro. O partido ainda precisa definir o nome do vice. É a primeira vez que a sigla, fundada em 2008, lança um nome próprio para o Planalto.
Mesmo com a aprovação dentro do partido, a oficialização das candidaturas não chegou ao fim. As siglas têm até as 19h do dia 15 de agosto para registrar os nomes das chapas na Justiça Eleitoral.
A inscrição vale também para federações (união entre dois ou mais partidos como uma única legenda durante pelo menos 4 anos) e coligações (alianças locais e temporárias para o período da campanha e os cargos de governador, senador e presidente).
O processo de pedir um registro acontece digitalmente. As candidaturas à Presidência devem ser registradas no TSE, enquanto os demais cargos devem ser registrados nos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs).
Em seguida, cada tribunal faz uma análise das candidaturas – as cortes verificam a documentação apresentada, as condições de elegibilidade e os requisitos legais de cada nome. É neste momento que a Justiça Eleitoral analisa aspectos como idade, nacionalidade e filiação partidária.
Por G1












