Em golpe do CPF cancelado, criminosos cobram regularização via Pix no WhatsApp

Novo golpe ameaça vítimas via WhatsApp dizendo que CPF está prestes a ser cancelado e é necessário fazer pagamento urgente para regularizar.

Publicado: 06/03/2026

Foto: Reprodução



Um novo golpe ameaça vítimas via WhatsApp, dizendo que CPF está prestes a ser cancelado e é necessário fazer pagamento urgente para regularizar.

O golpe era comum via SMS e email, e agora tem ocorrido pelo WhatsApp. O alerta foi feito pela empresa de segurança Kaspersky, que detectou uma campanha massiva informando erroneamente que vítimas teriam o CPF cancelado.

Mensagem cita existência de dívidas em aberto e que CPF vai ser bloqueado, se não houver pagamento. Em um link, que simula uma página do governo, é possível acessar detalhes da dívida e eles dão um “desconto” via Pix para incentivar o pagamento rápido e resolução da situação. O domínio das páginas usadas tem palavras como “receita federal”, “regularizar” e “CPF”.

Para tornar a mensagem mais crível, mensagem vem com dados corretos da vítima. Segundo a Kaspersky, dados como nome e número do CPF em golpes analisados correspondiam aos da pessoa. No mercado informal, são vendidos acessos a bases vazadas com dados pessoais de praticamente toda a população. Diferente de golpes antigos, os textos vêm mais convincentes pelo nível do português, geralmente elaborado com ajuda de inteligência artificial.

Números dos golpistas geralmente são contas recém-criadas no WhatsApp. Criminosos usam números pré-pagos ou mesmo utilizam a identidade da Receita Federal para tentar enganar.

Receita diz que mensagens são falsas e alerta a população. Em alerta no fim de janeiro, o órgão alertou para este golpe, só que chegando via email e prometendo cancelamento de passaporte e de contas bancárias, caso não houvesse pagamento. No exemplo, golpistas pediam transferência de R$ 124,60 para regularizar a situação.

COMO EVITAR

Desconfie de mensagens suspeitas. A Receita Federal não solicita informações pessoais por e-mail ou mensagens de texto. Criminosos costumam usar senso de urgência para convencer as pessoas -logo, se algo parecer estranho, pesquise.

Evite clicar em links desconhecidos. Golpistas usam links maliciosos para roubar dados ou instalar apps ou programas prejudiciais.

Verifique a autenticidade da comunicação. Sites do governo precisam ter endereço “gov.br”. No caso do CPF, é possível verificar a situação acessando a página da Receita Federal.

Fique esperto com pagamentos via Pix. Antes de enviar o dinheiro, confirme os dados de quem for receber. Pagamentos para pessoas físicas ou jurídicas desconhecidas, em vez de órgãos governamentais (neste caso do CPF), são forte sinal de alerta.

Folhapress 



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