O vereador de Remígio, Paulinho de Kiko, foi o entrevistado do programa Se Liga PB, nesta quinta-feira (15), onde fez duras críticas à situação do cemitério municipal. De acordo com relatos que circularam nas redes sociais, vídeos gravados no cemitério mostram restos mortais espalhados em diferentes pontos da área.
Veja:
O parlamentar denunciou o que classificou como ‘descaso e abandono’ por parte da administração, relatando a existência de ossos humanos e crânios expostos, cenário que, segundo ele, representa um grave desrespeito à dignidade humana e às famílias que têm entes queridos sepultados no local.
O vereador destacou que o problema vai além do sofrimento emocional das famílias, atingindo também quem vive nas proximidades do cemitério. O mesmo enfatizou a gravidade do caso, ressaltando que a exposição de ossos humanos causa dor profunda às famílias e configura um problema sério de saúde pública. Ele afirmou que chegou a produzir conteúdo audiovisual sobre a situação, mas optou por não divulgar as imagens por respeito às famílias.
Paulinho frisou que a culpa não pode recair sobre os funcionários do local, mas sim sobre a administração geral do cemitério, que, conforme denunciou, encontra-se em colapso, sem espaço para novos sepultamentos.
Além da exposição de restos mortais, o parlamentar denunciou problemas estruturais graves, relatando que parte do muro do cemitério corre risco de desabamento e que há descarte irregular de lixo em uma área que dá acesso à rua próxima.
Paulinho de Kiko destacou ainda a existência do Cemitério Monte Sinai, de caráter privado, mas que possui uma área reservada ao poder público. Segundo ele, uma lei, já aprovada pelo Legislativo, regulamentou que 10% da capacidade do local fique à disposição da prefeitura. Para o parlamentar, essa alternativa poderia ser utilizada pela gestão municipal para amenizar a falta de espaço no cemitério público.
O vereador defendeu que o prefeito busque diálogo com a administração do cemitério Monte Sinai para resolver a problemática, se colocou à disposição dos remigenses para ajudar em situações emergenciais, e afirmou que, independentemente de como os restos mortais foram expostos, a responsabilidade é da atual gestão, defendendo a criação de uma administração exclusiva para o local.
“Isso não é brincadeira, é um absurdo. É saúde pública e, acima de tudo, falta de respeito com as famílias”, concluiu, reforçando o apelo por providências urgentes do poder público municipal.










