ESPERANÇA: crise na base de Thiago Moraes se aprofunda e Dr. Adeilson renuncia à liderança do governo

Vereador afirma que houve perda das condições de diálogo e articulação necessárias para permanecer na função; decisão ocorre após mal-estar já revelado pelo Se Liga PB.

Publicado: 28/07/2026

Imagem modificada por Inteligência Artificial (IA)



A base do prefeito Thiago Moraes sofreu um forte abalo político nesta terça-feira, 28 de julho. O vereador Dr. Adeilson dos Santos apresentou oficialmente sua renúncia à função de líder do governo na Câmara Municipal de Esperança.

No documento encaminhado ao presidente da Casa, Adilio Maia, o parlamentar agradece ao prefeito pela confiança, mas afirma que a liderança governista exige diálogo permanente, capacidade de articulação e disposição para construir consensos.

Dr. Adeilson sustenta que ocorreu uma “evidente perda dessas condições” e que sua permanência na função já não contribuiria com o propósito para o qual foi designado.

“Meu compromisso nunca foi com cargos, mas com a confiança do povo e com os princípios que sempre nortearam minha atuação”, declarou o vereador no documento.

O parlamentar, que integra o Progressistas, informou que continuará exercendo o mandato com independência, equilíbrio e responsabilidade, apoiando iniciativas que beneficiem a população e se posicionando com firmeza sempre que considerar necessário.

A renúncia não representa, pelo menos oficialmente, o anúncio de um rompimento definitivo com Thiago Moraes. No entanto, a decisão transforma em movimento institucional um desconforto político que já vinha sendo acompanhado nos bastidores.

No início de julho, o Se Liga PB revelou que Dr. Adeilson havia deixado de seguir o prefeito nas redes sociais e reduzido as manifestações públicas relacionadas à gestão. Na ocasião, o vereador relatou um mal-entendido ocorrido durante a abertura do São João de Esperança, quando seu nome teria sido associado à presença de adversários políticos do prefeito em um camarote reservado.

Dr. Adeilson chegou a afirmar naquele momento que havia conversado com Thiago Moraes, mas que o diálogo ainda não tinha sido suficiente para encerrar completamente o mal-estar. Apesar disso, descartava um rompimento político naquele instante.

Agora, menos de um mês depois, a saída da liderança do governo expõe que o desgaste não apenas permaneceu, como ganhou uma dimensão maior dentro da Câmara Municipal. A decisão abre um novo capítulo no cenário político de Esperança e coloca em dúvida como ficará, daqui para frente, a relação entre o vereador e o prefeito Thiago Moraes.

Confira documento abaixo:

 

Redação 



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