
A ex-primeira dama do estado, a jornalista Pâmela Bório, respondeu a uma denúncia veiculada pelo portal de notícias Paraíba Debate. A reportagem informa que a Pâmela foi condenada por calúnia e injúria, após enviar uma suposta mensagem ao governador Ricardo Coutinho(PSB) chamando de “mentiroso, corrupto, assassino e psicopata”, e a publicação diz que o Ministério Público classificou como uma “ameaça a vítima”.
A jornalista compartilhou um texto publicado pela sua advogada Laura Berquó, que começa afirmando que “mídias pagas pelo governo divulgaram hoje que Pâmela foi condenada em ação de calúnia movida pelo governador, no entanto, a referida sentença foi julgada procedente em parte”. A advogada diz que a ação foi julgada improcedente, mas que essa parte não foi publicada.
“Bem como omitiram que o próprio Ministério Público pediu a absolvição da jornalista neste caso, porque nã viu elementos que pudessem caracterizar a tal ameaça”, completa. A jurista lembrou de outras ações que correm em outras instâncias, a exemplo do STJ, contra o governador Ricardo, a exemplo da morte de Bruno Ernesto, relacionado as denúncias de superfaturamento no programa Jampa Digital, da época que Coutinho era prefeito de João Pessoa.
“A mãe de Bruno Ernesto testemunhou, porém a decisão ateve-se apenas ao tipo penal (injúria) sem considerar o conjunto de situações a que Pâmela vem sendo submetida, inclusive as do contexto específico da discussão íntima entre as partes via WhatsApp”, diz a advogada.
Ao final do texto, a advogada ainda faz a seguinte explanação:
Por tudo acreditamos que, quanto à condenação pelo crime de injúria, a decisão será reformada. Pâmela tem vivido todos esses anos sob enorme pressão e retaliação e vários tipos de violência que estão sendo apurados pela sindicância 690 do STJ-DF a pedido da Procuradora Geral da República Dra Raquel Dodge. A decisão de primeiro grau foi proferida antes da revogação do sigilo do Inquérito 3736 no STF, confirmando que o Governador está sob investigação no STJ pelo escândalo do Jampa Digital. O despacho do Ministro Alexandre de Morais não era público até então. Seguiremos confiantes na justiça, caminhando com a verdade. É um absurdo o que esta mulher tem passado na Paraíba sem poder contar com o apoio de autoridades policiais que nunca encaminharam ao STJ e a PGR vários pedidos de representação criminal por violência doméstica que se estendem desde 2015, tendo que lutar por conta própria e ser atendida em Brasília somente em janeiro de 2018 com a concessão de medidas protetivas.
Redação










