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Felipe Pontes afirma que há políticos, empresários e religiosos envolvidos em escândalo da Braiscompany: “se tiver delação, a Paraíba pega fogo”

“Hoje é um grande dia, mas a guerra ainda não acabou. Ainda tem algumas etapas da batalha para serem avançadas e a alma ser lavada de fato”, disse Felipe Pontes.

Publicado: 01/03/2024

FOTO: REPRODUÇÃO

O escândalo da Braiscompany pode trazer surpresas em relação aos envolvidos no esquema de criptomoedas. O paraibano Felipe Pontes, especialista em criptoativos, afirmou que algumas pessoas não querem receber porque teriam que mostrar de onde o dinheiro veio. “Tem político  envolvido, igreja, empresário. Se tiver a delação do Toinho, a Paraíba pega fogo”, disparou.

Pontes comemorou a prisão de Antônio Ais, mas ressaltou que este não é o último capítulo da história. “Hoje é um grande dia, mas a guerra ainda não acabou. Ainda tem algumas etapas da batalha para serem avançadas e a alma ser lavada de fato”. 

Do ponto de vista de levantamento de valores, ele conseguiu analisar um número que diz que a Braiscompany teria que ter, pelo menos, R$ 10 milhões/mês para quitar com as pessoas que investiram e, para isso, teria que se ter por volta de R$ 1 bilhão. “Algumas pessoas não querem receber porque teriam que mostrar de onde o dinheiro veio. Tem político  envolvido, igreja, empresário”, enfatizou. 

Felipe Pontes também afirmou que teme pelo risco de morte de Antônio Ais. “Essa é a grande preocupação que eu tenho nesse momento. Esse bandido sabe de muita coisa que nós precisamos saber, que precisam se tornar públicas. Quem eram os políticos que estavam dando apoio a ele?”, questionou. 

De acordo com o especialista, existe muita gente grande que não queria que Antônio Ais fosse preso. “Agora esse pessoal vai ter que se movimentar para evitar que ele conte algumas coisas. Eu quero levantar esse ponto: os que foram prejudicados pela Braiscompany têm que pressionar muito a Justiça, a polícia, para proteger esse cara, para que a gente fique sabendo de tudo que aconteceu, quem está envolvido, quem deu suporte. Como uma pirâmide como essa fica cinco anos e não cai? Tem que ter gente grande por trás apoiando, estimulando para as pessoas investirem e protegendo ele na Justiça e na polícia”, analisou.

Felipe Pontes destacou ainda que quem investiu na Braiscompany não declara o dinheiro. “Essas pessoas podem reivindicar seu dinheiro de volta, porém não vão querer porque vão ter que declarar de onde veio o dinheiro. Tem gente grande que não vai atrás do dinheiro. Se tiver a delação do Toinho, a Paraíba pega fogo. Espero que saia a delação, mas tem que proteger ele para fazer ele falar”, reforçou.

E continuou: “Se olharmos as relações que ele teve, os políticos que levou na própria empresa, igreja onde ia fazer divulgação, os líderes das igrejas fazendo com que as pessoas investissem na Braiscompany, órgãos de classe, como teve a própria OAB de Campina Grande… Se puxar, o fio pega, agora tem que querer”.

Balanço patrimonial 

O especialista em criptoativos Felipe Pontes fez uma leitura de números e análise do ponto de vista de balanço patrimonial da Braiscompany, da pessoa física do Antônio Ais para que se possa garantir o mínimo de devolução. 

Ele contou que, em 2023, fez uma análise do último balanço que eles tinham disponível, e concluiu que o casal não tinha nenhuma condição de pagar o dinheiro das pessoas. 

“O que eles deviam, tinham que pagar, na época, cerca de R$ 10 milhões por mês de rentabilidade. Já era muito claro que eles não tinham condição de pagar. E eu continuo mantendo o que eu disse, eu acho que as pessoas não vão receber o dinheiro de volta. Talvez recebam uma pequena parte”, considerou.

Sobre a tese da participação da Binance, ele acredita pouco que essa tese prospere. “Eu acho pouco provável que isso aconteça. Eu adoraria, porque acho que a Binance errou em algumas coisas, mas não vou acusar porque não quero ser processado também. Acho que erraram em algumas coisas. A Binance está num paraíso fiscal. Qual a chance de eles serem julgados e punidos aqui no Brasil? Eu acho pouco provável”, observou. 

Com Lucilene Meireles

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