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Governo Lula prepara contato com Trump e espera pausa em sanções

O governo do presidente Lula prepara, para a próxima semana, um primeiro contato com a Casa Branca, após o aceno do presidente Donald Trump a Lula durante a Assembleia Geral da ONU, nesta semana, em Nova York.

A ideia é que esse contato ocorra pelas vias formais — uma nota diplomática, termo técnico para esse tipo de comunicação — enviada ao Departamento de Estado americano, comandado por Marco Rubio, sugerindo uma conversa entre os dois presidentes, por telefone ou por videoconferência.

Ainda não há prazo previsto para que essa conversa aconteça.

Uma fonte diretamente ligada às negociações disse que a organização de um diálogo entre dois chefes de Estado costuma levar de uma a duas semanas.

Nesse cenário, é provável que, se não houver nenhum obstáculo, ambos só conversem mesmo em outubro.

No entanto, o primeiro contato — e mesmo a conversa — poderá ser adiado ou suspenso se, até lá, houver novas sanções contra autoridades brasileiras.

A avaliação dentro do governo é de que essa possibilidade hoje é menor, mas ainda real, devido ao fato de o bolsonarismo continuar operando junto a setores da Casa Branca, e também porque alas mais ideológicas do governo americano ainda estimulam o tensionamento entre Brasil e Estados Unidos.

Diplomatas lembram que, na véspera do gesto de Trump a Lula, houve o anúncio de sanções contra a esposa de Alexandre de Moraes e contra o advogado-geral da União, Jorge Messias.

A leitura, no Palácio do Planalto e no Itamaraty, é de que o gesto de Trump a Lula foi um recado do americano, principalmente para parte de sua própria burocracia, que até agora enxergou o Brasil como adversário, incentivou sanções contra autoridades brasileiras e bloqueou o contato entre os dois governos.

A percepção do Planalto é de que a ala mais pragmática no entorno do presidente americano fez chegar até Trump a informação de que, desde o anúncio do tarifaço contra o Brasil, em 9 de julho — com a exigência de que o STF (Supremo Tribunal Federal) parasse o julgamento contra Jair Bolsonaro —, tudo o que ocorreu no Brasil foi o oposto: o ex-presidente passou a usar tornozeleira, foi para a prisão domiciliar, julgado e condenado à prisão.

Além disso, a proposta de anistia perdeu força no Congresso e Lula recuperou popularidade justamente em razão do confronto com Trump.

O Departamento de Estado, comandado por Marco Rubio, é considerado, na diplomacia brasileira, o principal ator americano contrário ao Brasil. Ainda assim, será por meio dele que o país fará seu contato formal, provavelmente na próxima semana.

Por CNN Brasil 

Redação

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