
Foi inaugurada nessa quinta-feira (8), no município de Esperança, a instituição ‘Casa Irmã Luciana’, que vai abrigar crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade dos municípios de Esperança, Montadas, São Sebastião de Lagoa de Roça e Areial. A instituição é o resultado de um consórcio intermunicipal criado graças à atuação e mediação do Ministério Público da Paraíba (MPPB), que desde 2015, vem adotando uma série de medidas para garantir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e das resoluções do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda).
A inauguração contou com as presenças do 2° subprocurador-geral de Justiça, Alvaro Gadelha, que representou o procurador-geral de Justiça; da promotora de Justiça de Esperança, Fábia Cristina Dantas Pereira; da juíza da Comarca, Adriana Lins de Oliveira Bezerra; e dos prefeitos de Areial, de São Sebastião de Lagoa de Roça e de Montadas e da secretária de Assistente Social de Esperança, representando o prefeito municipal.
Segundo a promotora de Justiça Fábia Cristina, o consórcio intermunicipal vai proporcionar uma melhor condição de acolhimento as crianças e adolescentes da região. “O consórcio intermunicipal foi a realização de um sonho. A casa de acolhimento inaugurada dispõe de todos os meios necessários para o acolhimento digno e a disponibilidade de profissionais para trabalhar a reinserção na família nuclear ou substituta, que é o fim maior da lei, considerando tratar-se de cidades-irmãs, consoante a grande proximidade e integralidade e a impossibilidade financeira de cada uma arcar com uma casa própria. Assim, teremos o serviço assistencial de alta complexidade disponibilizado para todas as cidades que compõem a Promotoria de Esperança”, disse.
O prédio onde vai funcionar a instituição era um antigo convento da Diocese de Campina Grande, que sensibilizada com a necessidade do serviço na região, doou o espaço para que as prefeituras providenciassem a reforma e a contratação de equipe (psicossocial, de cuidadores e assistentes) para atender 25 crianças e adolescentes com idades de 0 a 18 anos incompletos que estejam em situação de vulnerabilidade e necessitem de abrigamento. “Aqui, iremos acolher muitas crianças e isso significa que a Igreja, nessa parceria com o Ministério Público e a Prefeitura, continua fazendo o seu trabalho em prol dos necessitados. Para mim, é uma conquista, uma vez que esse prédio estava inutilizado. Que Deus abençoe o trabalho e todas as pessoas que tiveram essa iniciativa, a começar pelo padre João Paulo”, disse o bispo de Campina Grande, Dom Dulcênio Matos.

ASCOM












