Um laudo da Polícia Civil da Paraíba confirmou que Guilherme Pereira, que morreu junto com a namorada Ana Luiza após bater em um poste no bairro Muçumagro, em João Pessoa, foi baleado na cabeça antes do acidente. O caso aconteceu em novembro de 2024.
O documento, finalizado nessa terça-feira (22) e assinado por três peritos do Instituto de Polícia Científica (IPC), aponta que Guilherme sofreu uma perfuração transfixante no crânio, causada por disparo de arma de fogo. A bala entrou pelo lado esquerdo da cabeça e saiu pelo direito. O capacete usado por ele também apresentava perfuração compatível.
Segundo a investigação, o tiro teria sido disparado por um policial militar, que foi indiciado. O caso segue em investigação.
Entenda
Os corpos de Ana Luíza Bandeira e Guilherme Pereira, mortos em um sinistro de trânsito no dia 30 de novembro de 2024, no bairro de Muçumagro, em João Pessoa são exumados no dia 12 de junho de 2025 . Os corpos estavam enterrados no cemitério Nossa Senhora da Boa Sentença, em Santa Rita, Região Metropolitana de João Pessoa.
A morte do casal foi tratada, a princípio, como resultado de um acidente de trânsito, no entanto, a família de Ana Luíza alegou, posteriormente, que havia supostas perfurações de bala nos capacetes usados pela filha dela e o genro. Diante das alegações, a Delegacia de Homicídios de João Pessoa, reabriu o inquérito e passou a investigar o caso como possível duplo homicídio. Os capacetes usados pelo casal, foram enviados para perícia em Brasília, após a constatação de perfurações semelhantes a de projéteis de arma de fogo, embora sem a presença de chumbo.
A delegada Luísa Correia, que está responsável pelo caso, acompanhou a exumação e afirmou que a Polícia Civil está exaurindo todas as possibilidades técnicas para obter um parecer mais complexo e chegar a conclusão do que realmente aconteceu com o casal. Os corpos foram exumados e enviados ao Instituto de Polícia Científica para que sejam realizados exames periciais.
A investigação busca apurar se houve falha ou abuso por parte de militares que estariam de serviço no momento da ocorrência.
Portal Paraíba










