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Lançamento do Livro Joselito Lucena em Quadrinhos, acontece em Campina Grande

Publicado: 20/06/2024

O Livro Joselito Lucena em Quadrinhos será lançado, amanhã, dia 21 de junho, em Campina Grande, no MAPP (Museu de Arte Popular da Paraíba – Museu dos Três Pandeiros), as 19 horas. A criação do livro surgiu do historiador Jilton Lucena, ele que é neto de Joselito Lucena e fez sua Graduação e seu projeto de mestrado falando da trajetória do cronista esportivo Joselito Pereira de Lucena. “No final de 2019 para o início de 2020, me sugesta a ideia de escrever a história do Joselito de Lucena em forma de quadrinhos para atingir o público infantil e pensando em Aurora”, disse o professor Jilton. Aurora é a sua primeira filha.

Em Conversa com a equipe do portal Se Liga PB, Jilton conta um pouco da história de seu avô: “Joselito Lucena foi um locutor esportivo de Campina Grande, ele recebeu o título de cidadão campinense na década de 70, mas era de Jacobina, nasceu em Jacobina, na Bahia, e veio para Campina Grande aos 8 anos de idade. Com 10, 12 anos ele começou a ver as movimentações radiofônicas surgirem em Campina Grande, que foi no período que o rádio surgiu em Campina, 1948, 49, e ele logo se interessou pelo rádio, por aquele movimento todo ali, do rádio, e trabalhou como office boy, que era o garoto de recados e ficava circulando entre a rádio Cariri, entre a rádio Caturité e a rádio Borburema, levando e trazendo recados, fitas de rolo e etc. Para os profissionais daquela época, e desde então não saiu mais de rádio, na década, no final da década de 50, ele trabalhou desse início como discotecário, como discjockey, como garoto de recados, e no final da década de 50, foi repórter, noticiarista, e no final da década de 50, se destacou como repórter de campo, repórter de futebol, o Pista, como chama, e depois Palmeira Guimarães, que foi um grande nome da época também, viu que ele tinha potencial de voz para narrar futebol, para ser locutor esportivo, para ser o narrador das partidas de futebol, e aí ele sai dessa função de repórter e passa a narrar futebol”, fala o mestre em história.

“O primeiro jogo que ele narrou foi no estádio Plínio Lemos, em uma partida entre o 13 e o Bahia, que era aquele estádio que hoje nem existe mais, e de lá para cá não parou mais, foi estudando, foi crescendo, foi desenvolvendo, e aí na década de 80, 90, se tornou esse grande nome. Na década de 60, mais precisamente em 1964, ele recebeu o título de melhor locutor esportivo, melhor noticiarista esportivo daquele ano, e desde então, todos os anos de 64 até 2010, ele recebe o título de melhor locutor esportivo da região, melhor cronista, e hoje percorreu toda essa trajetória de várias décadas no rádio, e hoje tem ginásio poliesportivo com o nome dele, tem estacionamento do estádio Amigão, recebe de imprensa, o estacionamento de imprensa do estádio Amigão recebe o nome dele, que é o estacionamento fechado, e tantas outras homenagens por toda essa estrutura que ele construiu ao longo desses mais de 60 anos dedicados exclusivamente ao rádio”, aponta Jilton.

O professor da UEPB e torcedor ferrenho do Treze, Péricles trouxe o depoimento sobre Joselito Lucena: “Oh, rapaz, que legal, onde o nosso saudoso Joselito Pereira de Lucena estiver, ele está muito feliz com isso e ele merece. Eu não acredito na morte, não, eu só acredito na perda do corpo físico, sabe? Eu acho que ele está com uma consciência livre e está muito feliz com o nome dele ser lembrado, porque ele foi um ícone aqui no futebol paraibano, foi um cara que propagou muito, o Campinense, o Treze, os times da Paraíba, o próprio Botafogo, é um cara que tem história, é uma pessoa que tem história e muito bom ser imortalizado através do seu trabalho”, finaliza Péricles.

 

 

 

Da Redação

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