Artur Bolinha critica índice FIRJAN de Campina Grande, e diz que situação da cidade é “vexatória”

O índice FIRJAN analisou as contas das cidades brasileiras através de quatro indicadores – Autonomia, Gastos com Pessoal, liquidez e Investimentos.

5 de novembro de 2019   

Pesquisa realizada pelo Índice Firjan de Gestão Fiscal (IFGF), divulgada esta semana pela Firjan, aponta que a Gestão Fiscal e os Investimentos de Campina Grande estão em situação crítica. Os Gastos com Pessoal e a Liquidez – que verifica a relação entre o total de restos a pagar acumulados no ano e os recursos em caixa disponíveis para cobri-los no ano seguinte – no município, estão com os dados zerados.

Com base em dados oficiais, o IFGF analisou as contas das cidades brasileiras através de quatro indicadores – Autonomia, Gastos com Pessoal, liquidez e Investimentos. O índice 2019, ano base 2018, apontou que entre os 5.337 municípios avaliados, Campina Grande amargou a posição 4.349. Se comparada com a colocação de 2013, a queda é ainda maior, quando a cidade estava, no ranking, em 1.847.

Artur Bolinha atribuiu a má colocação no ranking nacional ao aparelhamento da máquina pública. “É uma situação vexatória e preocupante para Campina Grande. São quase 8 mil servidores na prefeitura, entre prestadores de serviço e comissionados, muitos deles, inclusive, recebendo cumulativamente em duas secretarias ou órgãos. Isso inviabiliza completamente a máquina pública, tirando da cidade toda e qualquer capacidade de investimento”, disse.

O IFGF aponta que a baixa capacidade de geração de receita e a alta rigidez do orçamento têm dificultado o planejamento eficiente e penalizado os investimentos do município – quesito que, aliás, deixou Campina Grande na posição 3.825. “Isso reflete na vida dos campinenses, seja na geração de emprego, no desenvolvimento da cidade ou na qualidade dos serviços públicos. Esse modelo tem levado a população da nossa cidade a muitas dificuldades. Somado a isso, ainda temos um aumento significativo do déficit fiscal. A quantidade de credores com dívidas a receber só faz crescer”, pontuou Bolinha.

Por conseguinte, um levantamento feito pelo Anuário Multi Cidades – Finanças dos Municípios do Brasil, lançado em Outubro deste ano, pela Frente Nacional de Prefeitos (FNP), revelou que Campina Grande foi a cidade do interior do Nordeste que apresentou a maior queda nos investimentos, em 2018, com 34,9%.

“É impactante do ponto de vista negativo porque são dados oficiais e concretos. Mesmo havendo aumento em impostos e taxas pela prefeitura, há queda nos investimentos. É urgente que este modelo de governo sem gestão mude para que possamos garantir a retomada do crescimento em Campina Grande e, naturalmente, para que a cidade possa voltar a gerar oportunidades de emprego e trabalho”, completou Artur Bolinha.

Redação com Assessoria