Cearte-PB oferece 771 vagas em 43 cursos EAD

As inscrições vão até o dia 15 de outubro e podem ser feitas no endereço eletrônico ceartepb.com, onde as pessoas interessadas também podem conferir detalhes sobre cada curso e escolher qual mais se identificam. Devido à pandemia do Covid-19, as atividades do Cearte têm sido realizadas de maneira remota.

4 de outubro de 2021    [post-views]

Foto: Marcos Santos / USP

O Centro Estadual de Arte da Paraíba (Cearte-PB) está com matrículas abertas para 43 cursos no 4º Ciclo de Minicursos EAD em seis áreas artísticas: dança, música, teatro, audiovisual, literatura e artes visuais. São 771 vagas disponíveis em 58 turmas, contemplando as mais diversas linguagens, faixas etárias e perfis. As inscrições vão até o dia 15 de outubro e podem ser feitas no endereço eletrônico ceartepb.com, onde as pessoas interessadas também podem conferir detalhes sobre cada curso e escolher qual mais se identificam. Devido à pandemia do Covid-19, as atividades do Cearte têm sido realizadas de maneira remota.

Depois do sucesso do 3º Ciclo, que teve quase 500 matrículas nos cursos ofertados pelo Cearte-PB, praticamente dobrando o número de inscritos do 2º, as expectativas para o 4º ciclo são as melhores. Para Laura Moreno, diretora do Centro, fatores como organização, constância e qualidade do ensino ajudam a explicar o alto número de pessoas matriculadas.

“O êxito [no número de matrículas] se explica primeiro porque a prática que nós tivemos nos dois primeiros ciclos, de analisar e estruturar bem a oferta dos cursos, foi mantida. Ainda temos muito que aprender, pois isso nunca se esgota, somos seres inacabados, como nos diz o mestre Paulo Freire! Para avançar é preciso dar muita atenção às questões referentes ao sujeito e às sociais. Precisamos ouvir nossa gente. Segundo porque o ensino que ofertamos no Cearte é de excelente qualidade, com professoras e professores especializados em suas áreas de linguagem, criativos e dedicados a proporcionar uma experiência diferenciada aos alunos e alunas. Outro fator que ajuda a explicar esse sucesso é que o acesso ao ensino da arte se faz cada vez mais necessário nesse mundo onde os valores estão, muitas vezes, invertidos. A arte é um respiro!”, pontuou Laura.

Cursos – Entre os minicursos ofertados no 4º Ciclo EAD, se destacam propostas como Cinema: vivências com cineclube para crianças, destinado à faixa etária dos 8 aos 14 anos, na área de Audiovisual; Escrita criativa: prosa e poesia, para pessoas a partir dos 16 anos, contemplando a Literatura; Teatro para atores e (não) atores, para inscritos a partir dos 13 anos, dentro do campo do Teatro;  Fotografia e visualidades: olho, cérebro e intenção, para cursistas a partir dos 16 anos, nas Artes Visuais; Iniciação ao violão – método de cifragem Iniciação ao Ukelele, ambos para pessoas a partir dos 18 anos, na Música.

Ao todo, são ofertadas 771 vagas em 43 cursos, com 58 turmas. O público-alvo compreende faixas etárias que vão desde bebês de 11 meses de idade, acompanhados dos pais, até pessoas idosas, de qualquer lugar, já que acontecem de forma remota. Para Laura Moreno, os critérios para oferta dos minicursos EAD do 4º ciclo observaram a relevância de cada proposta bem como a demanda gerada pelos próprios estudantes do Cearte-PB.

“A escolha dos minicursos foi feita fundamentalmente fazendo a avaliação das necessidades de cada curso dentro das áreas artísticas que nós trabalhamos e da procura dos nossos estudantes”, justificou a diretora do Cearte-PB.

Laura complementa destacando que houve aperfeiçoamento dos cursos a partir das ferramentas do ensino EAD e on-line que foram sendo absorvidas pela equipe do Cearte-PB ao longo do ano. Segundo ela, as pessoas podem esperar mais empenho e qualidade nas ações do Centro.

“Houve melhora na qualidade a partir do processo iniciado no 1º ciclo, já que fomos aprendendo novas estratégias para formatar os minicursos EAD de arte, nos apropriando melhor das Tecnologias da Informação e Comunicação. Acho que podem esperar mais experiência e dedicação dos nossos professores e professoras e de toda a equipe, algo que se reflete na qualidade de todas as nossas ações!”, enfatizou a diretora do Cearte-PB.
Para conferir todos os minicursos ofertados e informações como plano de curso vagas e faixa etária, acesse: https://ceartepb.com/matriculas/

Matrículas e taxa de inscrição – No 4º Ciclo são 43 minicursos transdisciplinares à distância, sendo 58 turmas e 771 vagas ofertadas, para qualquer pessoa e em qualquer lugar. As matrículas estarão abertas até 15 de outubro e o valor em cada curso é de R$ 65,00, sendo esta uma contribuição única. Alunos da rede pública de ensino (estadual ou municipal) e funcionários públicos do estado da Paraíba, com remuneração até 2 salários mínimos, têm um desconto de 50% na taxa de contribuição. Beneficiários do programa Bolsa Família e pessoas com deficiência são isentas desta taxa de matrícula. O período para solicitar a isenção ou o desconto vai até o dia 10 de outubro. Para fazer essa solicitação, basta preencher os formulários abaixo:
SOLICITAÇÃO DE ISENÇÃO OU DESCONTO:
(OS FORMULÁRIOS ESTARÃO DISPONÍVEIS ATÉ 10/10)
– PESSOA COM DEFICIÊNCIA (PEDIDO DE ISENÇÃO):
[HTTPS://FORMS.GLE/H5YNRVJ6ZICACJYK8]
– BENEFICIÁRIO BOLSA FAMÍLIA (PEDIDO DE ISENÇÃO):
[HTTPS://FORMS.GLE/14SQGSEGVVC9HA2BA]

Experiência de quem estuda no Cearte-PB
O Centro Estadual de Arte da Paraíba foi criado para promover o acesso ao ensino da arte nas suas mais diversas áreas e campos de expressão, por meio de cursos diversos e do eixo ensino, pesquisa e extensão, de forma mais acessível e democrática. Anualmente, centenas de pessoas, dos mais variados perfis e origens sociais, são beneficiadas com a oferta de cursos e ações do Centro.

Geneva Helena dos Santos, de 29 anos, moradora de João Pessoa (PB), é uma delas. Ela é aluna do curso de Teatro para atores e (não) atores e considera que  a experiência que teve e está tendo é algo muito substancial, já que ela pode desenvolver diversas habilidades e competências que vão além da área artística, se refletem em outra esfera da vida cotidiana.

“Eu avalio que minha experiência no Cearte tem sido muito positiva. O teatro tem me ajudado bastante a desenvolver e a adquirir habilidades de expressão corporal e verbal, e de autoconhecimento. O trabalho e acolhimento das professoras e dos professores é maravilhoso, com toda a sua paciência e competência. Fico muito feliz com o quanto pude aprender com as vivências. Uma das melhores coisas foi sentir essa evolução, tanto a minha quanto a dos colegas, obtendo mais naturalidade e segurança ao longo das aulas”, detalhou Geneva.

Já para Álvaro Jardel, de 39 anos, estudante do curso Escrita fotográfica – projeto, ensaio e narrativa, também residente da capital paraibana, a vivência com o ensino da arte através do Cearte-PB o inspirou a seguir na busca por novas construções visuais. “Procuro criar visualidades. Quase sempre fracasso. Mas estar no Cearte-PB tem sido uma maneira de continuar procurando e de alargar a tenda da arte na minha vida, construída desde os idos de 2016 na Fotoativa, em Belém do Pará”, destacou Jardel.

Lúcia Maria, de 62 anos, mora em João Pessoa e já foi aluna de diversos cursos do Cearte-PB, como Fotografia documentalDança de Salão e Poesia encenada. Atualmente estuda Escrita Criativa e destaca que a experiência com o curso tem sido transformadora. “Minha experiência no Cearte foi maravilhosa! Todos os conteúdos e professores comprometidos com a qualidade de vida. Minha grande revelação foi na Escrita Criativa. Minha intenção em relação ao curso era tentar superar a dificuldade de leitura não-técnica. E principalmente me escrever, quem fui, quem sou, de forma poética para eu não me esquecer de mim, quando a memória me faltar”, revelou Lúcia.

Diante da aceitação majoritariamente positiva dos estudantes, a diretora do Cearte-PB, Laura Moreno, pontua que as ações da escola vêm ganhando mais adesão da sociedade, o que demonstra a função social do Centro, mesmo num cenário de incerteza e dificuldades trazidas pela Pandemia.

“O Cearte encontrou outro caminho, para que, na contramão desse cenário, a instituição pudesse florescer e continuar realizando suas ações. Voltamos às origens pedindo ajuda ao patrono da educação, Paulo Freire. Ele nos lembra dos vários ciclos de aprendizado, da necessidade de circular e de democratizar este campo do conhecimento!”, ressaltou Laura.

Com Secom-PB